A juíza Maria Priscilla Veiga, da 4a vara criminal de São Paulo decidiu nesta segunda-feira (14) que tanto o processo, quanto o pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente #Lula, são de competência da Justiça Federal do Paraná, onde está em curso a Operação Lava Jato.

Lula foi acusado de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro pelo Ministério Público de São Paulo, suspeito de ser o proprietário do triplex em Guarujá, que foi construído e reformado pela empreiteira OAS.

Uma das alegações da juíza é que estes crimes já estão sendo investigados pela #Lava Jato. A denúncia inclui também Marisa Letícia, o filho do casal Fábio Luís Lula da Silva e outras 13 pessoas.

Publicidade
Publicidade

Foram feitos pedidos de prisão preventiva para Lula e mais seis envolvidos. Com o encaminhamento do processo para Curitiba, o caso não está mais em segredo do justiça no estado de São Paulo.

Justificando sua decisão, Maria Priscilla afirmou que Lula é acusado de não ter declarado à Receita Federal a posse do imóvel, cometendo, portanto, crime de falsidade ideológica. Para ela, a suspeita é de "delito de ordem tributária".

Lula se declara "vítima de uma sacanagem homérica"

Em seu depoimento sob condução coercitiva à Polícia Federal no dia 4 de março, Lula disse que espera um pedido de desculpas no fim do processo. O ex-presidente reclamou também da intimação feita a Marisa Letícia: "minha mulher prestar depoimento sobre uma p... de um apartamento que não é nosso? Manda a mulher do procurador prestar depoimento..."

Em outro momento, Lula afirmou que a PF inventou esta "história do triplex que foi uma sacanagem homérica".

Publicidade

Citando a revista Veja e a Folha de São Paulo, ele negou que o apartamento seja seu.

Lula declarou ainda que não comprou o apartamento porque achou pequeno e com muitas escadas: "é um triplex Minha Casa Minha Vida", referindo-se ao programa do governo para construção de habitação popular.

A assessoria da Justiça Federal do Paraná informou que o juiz Sergio Moro ainda não recebeu o processo. Assim que isto ocorrer, o procedimento de praxe é que o Ministério Público Federal se posicione sobre o caso.