#Lula veio a público no último sábado, dia do aniversário de 36 anos do Partidos dos Trabalhadores, para se explicar quanto ao luxuoso imóvel, localizado em Guarajá, no litoral sul paulista, negando ser dono do tríplex. Para os promotores Cassio Conserino e Fernando Henrique de Moraes Araújo, do Ministério Público do Estado de São Paulo, aconteceu um "equívoco" em relação ao ato de intimação do ex-presidente e de sua esposa, Marisa Letícia.

O Procedimento Investigatório Criminal sobre a posse do tríplex foi avaliado pelo Ministério Público de São Paulo como um "erro" de Cassio Roberto Conserino, pois no mandado em que Lula e Marisa Letícia eram intimados a depor, abriu-se um precedente para a utilização da medida coercitiva, ou seja, um ato mais repressor, até com uso de força policial.

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Caso os dois não se apresentassem na data marcada, tal possibilidade poderia de fato acontecer.

Segundo o promotor, realmente ocorreu uma falha, talvez pelo uso padrão para que testemunhas sejam notificadas adequadamente. Cassio Roberto Conserino assegurou que soube do equívoco através da imprensa. Mesmo assim, ele continuará investigando o caso, já que ele suspeita de um possível favorecimento através da construtora OAS. O crime seria de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. Além do tríplex no Guarujá, Lula teria um sítio em Atibaia, não compatíveis com o seu patrimônio declarado via Receita Federal.

Defesa de Lula ganha "fôlego"

Lula, contudo, nega que seja o proprietário do imóvel. "Eu digo que não tenho o apartamento. A empresa diz que não é meu. E um cidadão do Ministério Público, obedecendo ipsis litteris o jornal 'O Globo' e a 'Rede Globo', costuma dizer que o tríplex é meu", disse o político durante seu discurso na festa do PT.

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Com o tal equívoco na intimação, a defesa de Lula já soltou uma nota e explicou que o casal está disposto a colaborar com as investigações, mas com a condição de que as mesmas sejam realizadas por autoridades competentes e imparciais. Irritado com a suposta perseguição do Ministério Público, da Polícia Federal e de parte da mídia, o ex-presidente foi contundente no último sábado: "Acabou a fase Lulinha paz e amor", expressão cunhada em meados de 2002, durante sua candidatura para a presidência.  #Corrupção #Protestos no Brasil