O Brasil atravessa um dos mais graves momentos de toda sua história, imerso numa crise política, ética, econômica e social. A crise atenuante e avassaladora, contribui para que se fortaleça o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff. O processo instalado, primeiramente na Câmara Federal, corre a passos largos, sob a presidência do deputado Eduardo Cunha.

O #Governo Federal já esperava um forte apoio de congressistas pró-impeachment na Casa presidida por Eduardo Cunha, porém, ainda restava a confiança de que o presidente do Senado, Renan Calheiros, pudesse frear todo esse processo, a partir de que o próprio senador alagoano do PMDB, tenha sido sempre, aliado contumaz do Palácio do Planalto.

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As revelações bombásticas que atingiram em cheio o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também a atual mandatária do País, Dilma Rousseff, contidas nos grampos obtidos pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, conduzida sob o comando do juiz Sérgio Moro, favoreceram uma mudança substancial em relação ao andamento do processo de impeachment no Congresso. 

Mudança de posicionamento

O presidente do Congresso, Renan Calheiros, foi enfático ao avisar seus interlocutores, de que, caso a Câmara ratifique a aprovação do processo de impeachment, o Senado não terá como barrá-lo, já que de acordo com o senador, "haveria uma onda, que certamente resultaria na cassação do mandato da presidente", afirmou. Ainda de acordo com as regras estabelecidas pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), na análise do mérito quando à questão do processo de afastamento da presidente, o Senado poderia, através de maioria simples, "vetar", uma suposta decisão favorável ao impeachment, por parte da Câmara.

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As recentes divulgações de conteúdos das gravações em telefones grampeados do ex-presidente Lula, acabaram por envolver diretamente a presidente Dilma, já que, de acordo com as apurações, ela haveria tentado interferir nas investigações da força-tarefa da Polícia Federal. Com todo esse ambiente "avesso" ao governo, contata-se um fortalecimento exponencial, em relação à aprovação de impeachment de Dilma, jogando o governo, de certa forma, "contra as cordas". #Corrupção #Crise no Brasil