O diretório nacional do PMDB se reunirá nesta terça-feira (29) para definir a posição oficial do partido na sequência do #Governo da presidente #Dilma Rousseff. A tendência é que a sigla decida por se afastar da gestão, mesmo tendo formado a chapa com o vice-presidente, Michel Temer, e recebido vários ministérios. Temer, no entanto, não comparecerá à reunião desta terça. Segundo interlocutores ligado ao vice-presidente, sua ausência será para “não influenciar na decisão”.

No entanto, o descontentamento de Michel Temer com o governo Dilma e com o Partido dos Trabalhadores (PT) é uma realidade de longa data. Em dezembro do ano passado, dias depois do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB – RJ), ter aceito o pedido de impeachment da presidente, Temer enviou a ela uma carta fazendo uma série de queixas contra o seu governo e reclamando da perda do seu prestígio político.

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Na noite do último domingo, conforme informações divulgadas pelo portal G1, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, atuando como um verdadeiro articulador político do atual governo, teve um decisivo encontro com Michel Temer e tentou convencê-lo a permanecer ao lado de Dilma juntamente com o restante da cúpula do PMDB.

Contudo, Temer manteve a sua postura recente e disse a Lula que a saída da legenda é “irreversível”, deixando claro que o PMDB está mesmo disposto a sair do governo. Para Lula, o vice-presidente ainda deixou claro que o clima dentro do partido é de “animosidade”.

Segunda-feira movimentada para o PMDB

Se a terça-feira será decisiva para os rumos políticos do PMDB nos próximos anos, a segunda-feira não foi menos agitada e contou com eventos decisivos.

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Pela parte da tarde, Michel Temer e o presidente do Senado, Renan Calheiros, outra figura de impacto da legenda, costuraram de que forma o partido deve definir sua posição na reunião desta terça. Ficou decidido que a ruptura do PMDB com o governo Dilma será feita por aclamação, sem a necessidade de uma eventual contagem de votos.

Mais à noite, o então ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, outro quadro pertencente ao PMDB, entregou o seu pedido de demissão do cargo. A atitude reforçou ainda mais as expectativas de rompimento da sigla com o governo Dilma, que será anunciado nesta terça. Alves se mantinha na pasta do Turismo desde o dia 16 de abril no ano passado. Ele é ligado à ala política de Michel Temer e, por meio de uma carta, disse que “pensou muito” antes de decidir pelo pedido de afastamento.

A #Crise entre PMDB e o governo Dilma ganhou força após a nomeação do deputado federal peemedebista Mauro Lopes para o Ministério da Aviação Civil, no recente rearranjo ministerial governista que também incluía Lula como titular da Casa Civil – em decisão que ainda é analisada pelos órgãos competentes da Justiça.

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Em sua convenção nacional, realizada no dia 12 de março, a sigla havia determinado que nenhum integrante do partido deveria aceitar novos cargos no governo da presidente Dilma Rousseff.