A manhã do dia 3 de março de 2016 vai ficar marcada como um dos momentos em que uma das piores bombas políticas caiu sobre Brasília. Tudo porque a edição da revista “IstoÉ”, que costumeiramente é divulgada aos sábados, foi adiantada para essa quinta-feira (3). Nela, foi divulgado um documento contendo 400 páginas em que o senador Delcídio Amaral supostamente resolveu fazer uma delação premiada e citou o envolvimento a fundo da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula no esquema do Petrolão.

A edição da revista estourou como uma bomba no Planalto, e seus estilhaços chegaram até o Congresso. Durante todo o dia, diversas autoridades do País resolveram se pronunciar sobre o assunto.

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Enquanto a oposição reforçava o discurso de impeachment, os governistas tentavam desacreditar a suposta fala de Delcídio e se justificar.

Leia o que disseram algumas das principais autoridades brasileiras:

“Os vazamentos apócrifos, seletivos e ilegais devem ser repudiados e ter sua origem rigorosamente apurada, já que ferem a lei, a justiça e a verdade” - #Dilma Rousseff em nota oficial.

"O ex-presidente #Lula jamais participou, direta ou indiretamente, de qualquer ilegalidade, antes, durante ou depois de seu governo" - Instituto Lula em nota oficial.

"À partida, nem o Senador Delcídio, nem a sua defesa confirmam o conteúdo da matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco. Não conhecemos a origem, tampouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto" - Senador Delcídio Amaral em nota.

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"Se é verdade que houve mesmo delação e que as coisas que estão sendo atribuídas a ele foram realmente ditas, quero lembrar que ele não merece nenhuma credibilidade" - Rui Falcão, presidente nacional do #PT.

“Se confirmadas, merecerão por parte dos brasileiros indignação e repúdio. E teremos chegado ao fundo do poço” - Aécio Neves, presidente nacional do PSDB.

“[Dilma recebeu a delação] com a mesma indignação que eu ou até talvez mais, porque envolve diretamente o nome dela” - Ministro-chefe da Casa Civil Jaques Wagner.

“Delcídio lamentavelmente não tem credibilidade para fazer nenhuma afirmação” – José Eduardo Cardozo, novo ministro da Advocacia Geral da União (AGU).

“Dilma não pode ficar nem mais um minuto na Presidência, e a Justiça precisa agir no caso de Lula” – Ronaldo Caiado, líder do Democratas no Senado.

“Eu duvido alguém se atrever no Brasil a ter uma conversa desse tipo com a presidente Dilma” – Sílvio Costa (PTdoB-PE), vice-líder do Governo na Câmara.

“Não sei se a delação é retaliação, mas o PT o abandonou quando ele foi preso, soltando aquela nota sem prestar solidariedade ao Delcídio" - Eunício Oliveira (CE), líder do PMDB no Senado.

“Essa delação é uma autoafirmação de culpa do senador Delcídio" - Telmário Mota (PDT-RR), relator da representação contra Delcídio no Conselho de Ética do Senado.