Sérgio Moro, juiz federal responsável pela Operação #Lava Jato, acusou #Lula de tentar obstruir a justiça influenciando as investigações. Em ofício ao Supremo Tribunal Federal, o juiz se justificou por ter dado publicidade aos áudios de Lula. Para Moro, a conduta do mesmo configura crime de obstrução à justiça. Moro transcreveu ao STF as interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal e anexou aos autos da Operação Aletheia, que é a 24ª fase da Lava Jato e atribui à Lula a propriedade do sítio em Atibaia (SP).  

O juiz destaca, em especial, um grampo em que Lula diz que os policiais federais que o investigam têm de ter medo dele.

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Sérgio Moro declara ainda que a insinuação de Lula promove receio por parte da PF, que investiga os desvios criminosos da Petrobras. Diz ainda que sua acusação, portanto, não é político-partidária.

As interceptações telefônicas

Entre as interceptações telefônicas dos diálogos do ex-presidente, Moro fez menção à conversa de Lula com o ministro da fazenda, Nelson Barbosa, cobrando que se faça investigações em emissoras de televisão e também na fundação de FHC, por estar irritado com ações da Receita Federal em suas empresas.

O juiz federal ainda se refere a outros diálogos de Lula tentando interferir nas investigações da Lava Jato, intimidando os policiais federais no exercício de suas funções, como na interceptação do dia 26 de fevereiro, uma semana antes de Lula ser levado pela #Polícia Federal contra sua vontade para depor.

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O advogado do ex-presidente, Roberto Teixeira, em ligação para o assessor de Lula, manda um recado para o mesmo dizendo para Lula se informar sobre o nome da ministra do STF, Rosa Weber, encarregada da ação que questiona o MPF das investigações sobre ele.

O advogado ainda pede que o ex-presidente recorra a uma terceira pessoa para interceder por ele, intimidando o Procurador da República para que envie os autos ao Supremo Tribunal Federal. Sérgio Moro se justifica, ainda, declarando que não há motivo para que os autos sejam transferidos ao STF, pois não há provas de que as autoridades com foro privilegiado tenham cedido aos pedidos do ex-presidente Lula.

Justificativas de Sérgio Moro

Moro se justifica no STF por tornar pública as interceptações e por abrir o sigilo de investigações. Esclareceu, que no seu entendimento, o ex-presidente Lula não tem prerrogativas de foro privilegiado, portanto, o levantamento do sigilo se tornou necessário ao cumprimento das normas constitucionais da publicidade dos processos, para prevenir obstruções ao funcionamento da justiça e à integridade da mesma.