O juiz Sérgio Moro responsável pelo comando das investigações da operação #Lava Jato, admitiu nessa terça-feira (29) em documento enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal) que pode ter se equivocado no entendimento jurídico adotado na divulgação dos grampos telefônicos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No documento é possível verificar em três momentos, o termo “respeitosas escusas” ao Supremo. Moro também escreveu que lamenta os efeitos e os constrangimentos causados com a divulgação dos grampos telefônicos.

Moro também afirmou que não houve motivação político-partidária na divulgação das escutas

Sérgio Moro afirmou que não houve nenhum tipo de movimentação politico-partidária na divulgação das escutas telefônicas entre #Lula, a presidente Dilma Rousseff, ministro Nelson Barbosa entre outros políticos.

Publicidade
Publicidade

Ele também fez questão de ressaltar que a intenção não era causar polêmica ou conflitos na sociedade em relação ao conteúdo das escutas.

O juiz disse que o conteúdo dos diálogos revelam a aparente intenção do ex-presidente Lula de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato e também de tentar intimidar as autoridades.

Moro acreditou que a divulgação das escutas seria uma publicidade positiva e relevante na perspectiva jurídico criminal e que iria auxiliar na prevenção de novas condutas criminosas ou tentativas de intimidação ou obstrução das investigações.

Juiz afirmou que existem áudios que não foram divulgados

Moro admitiu a existência de mais áudios de Lula e que não foram divulgados na imprensa. Segundo ele, esses áudios foram encaminhados ao STF para posterior avaliação e julgamento.

Publicidade

No documento, também consta que o cargo de ministro Chefe da Casa Civil daria proteção jurídica a Lula, no seu ponto de vista jurídico.

O documento enviado ao STF foi uma resposta ao pedido do ministro Teori Zavascki, relator da operação Lava Jato no Superior Tribunal Federal. Segundo avaliação do relator, a divulgação dos áudios foi ilegal.

Após a divulgação dos áudios, Teori Zavascki pediu imediatamente para que Moro enviasse ao STF as investigações de Lula para decidir sobre a continuidade ou não das apurações em Curitiba, no Paraná. #Corrupção