O relatório divulgado pelo delegado da PF, Luciano Flores Lima, divulgado no último domingo, dia 06, mostrou com detalhes todos os passos feitos pelo órgão, ao cumprir o mandado de condução coercitiva, que conduziu Lula para depor como investigado na Lava Jato. Os procedimentos adotados, além de cumprirem a lei, procuraram resguardar o ex-presidente de qualquier ameaça que pudesse colocar em risco a sua própria segurança e a de toda operação.

Lula se recusou a comparecer para depor, ao receber PF em seu apartamento

O delegado afirmou que ao chegar ao apartamento de #Lula, informou ao mesmo que ele deveria acompanhá-lo para prestar esclarecimentos e que tudo deveria ser o mais rápido possível, para evitar que alguns repórteres, ao tomarem conhecimento do fato, pudessem se deslocar até o local, com o objetivo de filmar toda a operação.

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Diante do convite do delegado, o ex-presidente recusou-se terminantemente em acatar a convocação policial. De acordo com policial, o petista disse que só sairía dali algemado. Ele ainda afirmou que, se quisessem colher alguma informação dele, que deveria se feito ali mesmo, no seu próprio apartamento. O delegado informou que esta conduta não seria possível, pois temia pela segurança do investigado e de toda a operação, haja visto que, em caso de vazamento do fato, o local poderia ser alvo de manifestações e atos de violência, em suas proximidades.

O mandado de condução coercitiva só foi executado diante da recusa de Lula em depor

O delegado declarou que, diante da recusa de Lula, ele então apresentou o mandado ao ex-presidente e explicou-lhe que a insistência em não comparecer à PF, acarretaria em sua condução à força.

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Foi então que o ex-presidente, após falar com seu advogado Roberto Teixeira, por telefone, concordou em acompanhar os policiais. Antes disto, ele pediu para trocar de roupa.

A polêmica da condução coercitiva e o esclarecimento público - Lula distorce fatos para prejudicar Lava Jato

Diante de tanta discussão sobre a maneira como foi conduzida esta nova fase da Lava Jato, que se volta para Lula, a Justiça tornou público o documento para esclarecer tais polêmicas. O instrumento só foi exercido mediante a recusa insistente de Lula em não prestar alguns esclarecimentos para a investigação. Este fato foi omitido da opinião pública, pelo próprio petista, como uma tentativa de prejudicar a imagem da Lava Jato perante o país. A medida adotada foi bastante criticada por muitos juristas, inclusive, a própria Dilma Rousseff, que considerou a atitude de Sérgio Moro bastante abusiva.

Todo o depoimento de Lula foi gravado em aúdio e vídeo, para posterior trascrição. Após a assinatura do termo de depoimento pelo ex-presidente, a sala de audiência foi liberada para entrada de alguns parlamentares que a todo instante tentavam forçar a entrada no recinto.    #PT #Corrupção