Mais uma vez, o deputado Edurdo Cunha ( PMDB-RJ), volta a se envolver em novo processo com a Justiça. Desta vez, o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, seu inimigo declarado, solicitou ao STF, a abertura de um novo inquérito para realmente confirmar aquilo que todos já sabem: o presidente da Câmara realmente praticou crimes de #Corrupção e lavagem de dinheiro? Teori Zavascki não pensou duas vezes e bateu o martelo, dizendo que sim!  O ministro aproveitou a onda do Petrolão para fustigar a vida política do deputado e todo poderoso presidente da Câmara.

O envolvimento de Cunha com desvios do fundo do FGTS

As investigações sobre a ligação de Cunha com o esquema de desvio de recursos do fundo do FGTS, para a  construção do Porto Maravilha, no Rio, foram retomadas.

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As suspeitas é de que o deputado tenha se beneficiado com propinas que foram depositadas em contas tidas de sua propriedade, no exterior. Como sempre, #Eduardo Cunha nega tudo.  As denúncias foram amplamente divuladas pela imprensa, no ano passado. E este foi o motivo que deu o pontapé inicial para que Cunha fosse suspeito de uma ligação íntima com o esquema investigado pela #Lava Jato.

A denúncia dos empresários que depositaram a propina na conta do deputado

De acordo com o que foi denunciado pelos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambco Júnior, donos da Carioca Engenharia, a propina saiu de contas particulares dos mesmos para outras cinco contas de Eduardo Cunha, todas na Suíça.  Eles atuaram nas obras do porto, em consórcio com a Odebrecht e a  OAS, velhas conhecidas e estrelas principais da Lava Jato.

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Para que o dinheiro do FGTS fosse liberado, Cunha contou com a ajuda de Fábio Cleto, seu aliado e estrategicamente posicionado na vice-presidência e no Conselho do Fundo de investimento da Caixa Econômica Federal.  O esquema era aparentemente simples: o dinheiro era liberado pelo banco aqui no Brasil e o deputado recebia sua compensação no exterior. 

A ligação das verbas do FGTS com dinheiro desviado da Petrobrás em exploração na África

De acordo com a PGR, o montante desviado chega a  US$ 3,9 milhões, que foram parar na conta de Cunha na Suíça.  As contas do deputado também era abastecidas pelo desvio de verbas do contrato da Petrobras para explorar petróleo, na cidade de Benim, na África. O ' gerente' de toda esta operação foi identificado nos Estados Unidos e se chama Esteban Garcia, através de banco de investimento Merril Lynch.

A Justiça brasileira agora vai juntar todos estes elementos novos, com os dados que já possui para que possa aprofundar as investigações sobre Cunha. Este novo processo soma-se a outros, entre os quais, o mais recente, em que o presidente da Câmara é acusado de receber US$ 5 milhões de propina por intemediar contratos de navios sonda para a Petrobras.

A defesa de Cunha não quis dar maiores detalhes sobre o caso, haja vista, ainda não terem sido notificados judicialmente sobre o processo. De praxe, o parlamentar nega todas as acusações.