O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, do Partido dos Trabalhadores, foi indiciado pela PF na Operação Acrônimo, que apura lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais.

A notícia vazou antes mesmo de seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, recebesse os documentos da PF. Segundo ele, a imprensa ficou sabendo primeiro do indiciamento do governador Pimentel. Ele já pediu que o vazamento da notícia fosse investigado pela polícia.

O governador Fernando Pimentel foi pego de surpresa, já que segundo ele, esta investigação da operação Acrônimo é uma afronta direta à sua pessoa e seu #Governo. Ele terá que depor na Polícia Federal, já que seu envolvimento na lavagem de dinheiro, oriundo de campanhas eleitorais, está sendo investigado pela PF.

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Operação Acrônimo

Na primeira fase da operação Acrônimo, foi encontrado dentro de um avião a quantia de R$ 110.000,00. O avião transportava Benedito de Oliveira Neto, dono de uma gráfica que prestou serviços para a campanha de Fernando Pimentel para o governo de Minas.

Ainda na primeira fase, a PF fez uma busca e apreensão no apartamento da mulher do governador, a jornalista Carolina de Oliveira, na capital, Brasília.

Na segunda fase da operação, em junho de 2015, foi apreendido em um comitê da campanha de Fernando Pimentel, documentos e materiais de campanha. O governador disse que foi uma ação abusiva por parte da PF e que está sendo perseguido.

Na terceira fase da Acrônimo, em outubro de 2015, a casa do diretor-presidente da CEMIG, Mauro Borges, foi vasculhada em busca de provas, já que ele é acusado de lavagem de dinheiro.

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Na quarta fase, em dezembro de 2015, o empresário Elon Gomes teve sua residência investigada pela PF, já que o empresário é suspeito de realizar pagamentos a Benedito de Oliveira Neto.

Agora, o depoimento do governador Fernando Pimentel será a chave para a conclusão da operação Acrônimo, e ele terá que relatar como conseguiu o dinheiro para a campanha de 2014, na qual o dinheiro não foi declarado. 

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