Um dos mais aguardados depoimentos da Operação #Lava Jato, a delação premiada do senador Delcídio do Amaral foi finalmente homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e seu teor foi divulgado na imprensa. Como se esperava, a delação foi mais bombástica e mais políticos e grandes empresários tiverem sua situação agravada perante a Polícia Federal.

O documento divulgado no portal G1 contém 21 páginas que trazem citações e referências a políticos e a crimes praticados no Palácio do Planalto, no Senado, na Câmara dos Deputados, no Ministério de Minas e Energia e, como se esperava, na Petrobras.

Confira agora os pontos mais importantes da delação de Delcídio do Amaral, de acordo com as pessoas citadas nos depoimentos.

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André Esteves

O dono do BTG Pactual, segundo Delcídio, deu dinheiro ao ex-diretor Nestor Cerveró em troca de ocultação de seu nome nas investigações da Operação Lava Jato. Delcídio também acusou que Esteves pagou propinas a diversos outros políticos e empresários, em troca de favores e de emendas parlamentares e de medidas provisórias.

Delcídio também afirmou que Esteves era o principal mantenedor do Instituto Lula. Em troca, Lula patrocinava o banco de Esteves no exterior para alavancar investimentos e negócios.

Dilma Rousseff

O ex-líder do PT afirmou que a presidente tentou interferir no andamento das investigações da Operação Lava Jato e tentou manter nos cargos os diretores envolvidos no esquema de #Corrupção.

Dilma agiu de tal maneira para interferir na Lava Jato, e nomeou o ministro Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), visando que Marcelo votasse na soltura dos empreiteiros que já haviam sido presos.

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Outra afirmação mais grave seria que Dilma marcou uma reunião com José Eduardo Cardozo (ex-ministro da justiça e atual advogado-geral da União) e com Ricardo Lewandowski (presidente do STF) para tentar mudar os rumos da investigação Lava Jato.

Lula

Teria oferecido R$ 220 milhões para comprar o silêncio do empresário Marcos Valério em seus depoimentos para investigadores do “Mensalão”. Antônio Palocci e Paulo Okamoto intermediaram as negociações com Marcos Valério. Delcídio afirmou que Valério recebeu propina e ficou em silêncio nos depoimentos, porém, a quantia prometida inicialmente não foi paga.

Michel Temer

O senador afirmou que o atual vice-presidente se envolveu entre 1997 e 2001 num escândalo de aquisição de forma ilícita de Etanol, na BR distribuidora, e que Eduardo Cunha também se beneficiou no esquema, recebendo propina de João Augusto Rezende Henriques, acusado de operar o esquema na BR distribuidora.

Aloizio Mercadante

Delcídio afirma que Mercadante, atual ministro da educação, tentou oferecer ajuda política e financeira a ele próprio, Delcídio, para não aceitar o acordo de delação premiada, atuando como um “emissário da presidente #Dilma Rousseff”.

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Essas foram as principais acusações na delação premiada de Delcídio do Amaral, porém, o documento é extenso e outros “peixes grandes” também foram acusados de envolvimento, como Renan Calheiros, Ricardo Lewandowski, Márcio Thomaz Bastos (falecido), José Carlos Bumlai, Dr. Hélio de Oliveira Santos (candidato a prefeitura de Campinas), Gim Argelo, entre muitos outros deputados, lobistas e empresários.