O cenário de crise política no Brasil não deve esfriar, pelo menos não nas próximas semanas. Depois de 15 dias extremamente conturbados, as indefinições quanto ao futuro de Lula, das investigações, do governo Dilma e até quanto a situação do juiz Sérgio Moro ficaram para os próximos dias. Entenda quais são os próximos passos e prazos de cada uma das confusões.

Lula como ministro

Depois de uma luta de liminares, a posse do ex-presidente #Lula chegou às mãos do ministro do STF Gilmar Mendes. O magistrado, afeito a ser contrário ao PT, decidiu suspender a posse de Lula e mandar de volta as investigações para Curitiba e Sérgio Moro.

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O ex-presidente já avisou que irá apelar da decisão do ministro Mendes ao plenário do STF. A próxima reunião dos magistrados do Supremo está marcada apenas para o dia 30 e março, até lá, Lula permanece sem foro privilegiado e nas mãos de Sergio Moro

Investigações sobre Lula

Enquanto o STF não dá seu parecer sobre a ida de Lula para o ministério da Casa Civil, o ex-presidente está nas mãos do juiz Moro. O magistrado que comanda a Operação #Lava Jato tem em suas mãos um pedido de prisão preventiva expedido pelo MP de São Paulo, ou seja, a qualquer momento Moro pode dar uma canetada e manda prender o ex-presidente.

Não há um prazo definido para os próximos passos, Moro tem até o dia 30 a liberdade de manda prender, ou não, Lula. Só após a decisão do STF que a situação ficará mais clara.

Impeachment de Dilma

A Comissão Especial do Impeachment já foi instalada e tem seu presidente e relator escolhidos.

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A presidente da República foi notificada e tem um prazo regimental de 10 sessões para realizar sua defesa.

Normalmente, as sessões só ocorrem nas terças, quartas e quintas, mas a oposição está tentando dar quórum mínimo, 51 deputados, também as segundas e sextas para acelerar o processo. Na última sexta-feira (18), tiveram êxito e conseguiram abrir a sessão.

O próximo capítulo, que será a defesa da presidente, só ocorrerá em abril. No caso do impeachment de Collor, todo o processo levou três meses

Apoio do PMDB

Ainda não foi oficializado, mas o PMDB já deu todos os indícios de que irá sair da base de apoio do governo Dilma. A próxima reunião do diretório nacional do partido acontecerá dia 29 de março, e o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, deve anunciar o rompimento em definitivo do partido com Dilma. Sem o apoio do PMDB, maior bancada na Câmara e no Senado, a situação da presidente se agrava anda mais.

Situação de Sérgio Moro

O PT e PCdoB entraram com uma representação contra o juiz Sérgio Moro, que deve responder ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Nessa segunda-feira (21), a CNJ irá fazer uma análise para saber se admite a representação contra o juiz. Caso acate, será aberta uma investigação, que durará 15 dias, e um relator será indicado.

Ao final do processo, a representação pode ser arquivada, levar a uma advertência ao juiz, em casos mais graves até a demissão do magistrado, entre outras penalidades. #Dilma Rousseff