Aprovado, na última segunda-feira (11/04), o relatório a favor do #Impeachment teve, ao todo, 35 votos de deputados federais envolvidos em #Corrupção. Embora o suposto motivo para o impedimento da presidenta Dilma Rousseff (PT) seja a corrupção, a maior parte dos políticos da Comissão de Impeachment já foram denunciados ou condenados por ilicitudes.

Da parte dos que votaram contra o pedido protocolado por Eduardo Cunha (PMDB) - denunciado vastamente por corrupção e lobby - somente três deputados estão sendo investigados: Paulo Teixeira (PT), Arlindo Chignaglia (PT) e Leonardo Picciani (PMDB).

Entre os deputados corruptos que votaram a favor do relatório pelo impedimento de Dilma, estão políticos conhecidos pelos seus atos contra a lei, como, por exemplo, Paulo Maluf (PP), que tem onze pendências, entre as quais falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, e Paulinho da Força (SD), que responde por formação de quadrilha e improbidade administrativa.

Publicidade
Publicidade

A lista ainda conta com o pastor Marco Feliciano (PSC), acusado de injúria, difamação, incitação ao ódio e cujas contas eleitorais foram rejeitadas pelo TSE de São Paulo, e Washington Reis, do PMDB, que tem contra si trinta processos, incluindo crime contra o meio-ambiente, formação de quadrilha e improbidade administrativa.

Jovair Arantes (PTB), relator da Comissão, apoiou Eduardo Cunha na eleição para presidente da Câmara e foi denunciado pela Folha de São Paulo, nesta terça-feira (12/04), por ter proposto uma lei por mês em favor das empresas e empreiteiras que apoiaram a sua candidatura, caracterizando um crime de lobby.

Caso o impedimento da presidenta Dilma Roussef seja aprovado por 2/3 da Câmara dos Deputados, o processo seguirá para o Senado, que terá 180 dias para decidir se aceita o impeachment ou não.

Publicidade

Durante esse período, a presidenta ficará afastada de seu cargo e o vice-presidente Michel Temer (PMDB), acusado na Lava Jato e em outros processos, poderá assumir temporariamente. Caso não se prove crime de responsabilidade, mas o processo seja acatado pelo Senado Federal, o Supremo Tribunal Federal poderá entrar com ação para que o impedimento seja anulado e Dilma retorne ao cargo.