Na última segunda-feira (04) a Andrade Gutierrez revelou que fez diversas doações à campanha da presidente Dilma e também na campanha de seus aliados e para isso foram utilizadas propinas que vieram de grandes obras superfaturadas realizadas para a Petrobras e também para o sistema elétrico. A informação bombástica está presente na delação premiada de Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da empreiteira.

Além de Azevedo, Flávio Barra, ex-executivo, também passou todos os detalhes do esquema em uma planilha que foi entregue nos depoimentos realizados no mês de fevereiro no momento em que estavam negociando sua delação premiada.

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Esta foi a primeira vez que um empresário revela em detalhes o esquema para a "Operação Lava Jato" em relação à forma como era feito o financiamento de contratos públicos através de propinas que depois eram legalizados aos se transformarem em doação eleitoral.

A Andrade Gutierrez doou em 2014 o valor de R$ 20 milhões para a campanha eleitoral de Dilma e a tabela mostra ainda que entre 2010 e 2012 as doações já estavam sendo feitas e foram mais de R$ 10 milhões doados à presidente do Brasil. Este dinheiro é oriundo da participação da Andrade nos contratos de obras públicas.

Azevedo revelou ainda aos procuradores que esta propina serviu para bancar a campanha e o dinheiro veio principalmente das obras ligadas ao Complexo Petroquímico do Rio, a usina nuclear Angra 3 e também à Belo Monte, sendo que estas obras estão entre as maiores do "Programa de Aceleração do Crescimento" que foi a principal vitrine do PT diante do país.

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Ainda de acordo com o ex-executivo sempre teve o compromisso do governo em atuar nas obras, ou seja, a propina e tinha também a parte "republicana" que se tratava da propina que era transformada em doação.

A planinha ainda detalha todos os valores entregues para as campanhas da petista no ano de 2010 e também os valores destinados ao Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores que bancaram as eleições municipais em 2012. Não foi feita nenhuma citação de doação irregular para a campanha política dos tucanos. #Dilma Rousseff #Corrupção #Impeachment