Já praticamente sem nenhuma chance de manter o mandato, com a mídia e a opinião pública contra si, e o processo de #Impeachment em estágio avançado no Senado, Fernando Collor de Mello renunciou ao cargo de presidente da República em 29 de dezembro de 1992. Mesmo assim, o Senado o condenou pelo processo de crime de responsabilidade, tirando os seus direitos políticos por oito anos.

Agora, 24 anos após o primeiro processo de impeachment marcar a política brasileira, #Dilma Rousseff se vê no centro do corredor que solapou Collor do poder. No último domingo, a Câmara dos Deputados aprovou a continuidade do impedimento de Dilma ao Senado Federal.

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Em uma longa e tumultuada sessão, os parlamentares votaram 367 vezes pelo "sim" e 137 foram contrários.

No entanto, Dilma Vana Rousseff, fiel a sua biografia, garante que vai lutar até o último minuto pelo cargo de presidente. No passado, ela foi uma das lideranças na resistência contra o regime militar que comandou o Brasil de 1964 a 1985. Mesmo demonstrando um certo abatimento e expressão fechada, a presidente disse ter confiança que o processo possa ser barrado pelo Senado, em entrevista coletiva concedida na última segunda-feira, um dia após a votação da Câmara.

Em outra entrevista concedida em março no Palácio do Planalto, Dilma tocou no tema da renúncia e garantiu que isso não lhe passava pela cabeça. Segundo ela, não era correto pedir a renúncia de alguém que foi "democraticamente eleito pelo povo".

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"Por favor, testemunhem que eu não tenho cara de quem pretende renunciar", brincou com os jornalistas na coletiva. "Não sairei desse cargo sem que existam motivos para tal", disse. Se Collor tentou pular do navio com ele já prestes a afundar, Dilma quer nadar até o fim. Pode até cair, não sem antes lutar muito.