Iniciada às 20h30, na Comissão Especial - Denúncia por Crime de Responsabilidade, conhecida popularmente por Comissão do #Impeachment, a votação do parecer do relator deputado Jovair Arantes que é favorável ao Impeachment da presidente #Dilma Rousseff.

O presidente da Comissão encerrou a votação às 20h36, proclamando o resultado:

Votaram pelo Impeachment 38 deputados (SIM) e favoráveis ao parecer do relator.

Votaram contra o Impeachment 27 deputados (NÃO) e contrários ao parecer do relator.

A sessão foi encerrada às 20h37. Seguiram-se manifestações e palavras de ordem favoráveis e contrárias ao Impeachment.

Após os trâmites parlamentares o relatório será votado no plenário da Câmara, cuja previsão é de ocorrer no próximo domingo.

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Manifestação no Rio de Artistas e Intelectuais contra o Impeachment

Manifestantes pró e contra o impeachment já começaram manifestações próximas ao Congresso Nacional, em área delimitada pelo governo do Distrito Federal, onde os manifestantes estão separados por um muro para evitar confrontos.

No Rio de Janeiro, milhares de manifestantes lotaram os arcos da Lapa durante ato contra o impeachment, convocado Artistas e Intelectuais e que contou com a presença do ex-presidente Lula, de Chico Buarque e Leonardo Boff. Cerca de 300 artistas e intelectuais assinaram manifesto contra o processo de impeachment, e o ato contou com a presença de 5.000 manifestantes na Fundição Progresso.   

Sessão tumultuada por bate-boca

A sessão da Comissão do Impeachment foi tumultuada e tensa desde o princípio. Durante toda a sua realização parlamentares favoráveis e contrários ao Impeachment se alternaram nos discursos trocando acusações.

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O presidente da Câmara Eduardo Cunha foi o alvo preferido dos partidos governistas, enquanto que Dilma e Lula foram os mais citados pela oposição.

O relator do processo foi acusado diversas vezes de ser parcial, por ter sido indicado pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha, e por ter sido auxiliado na elaboração do parecer pelo advogado de Eduardo Cunha. 

A BlastingNews fez transmissão ao Vivo da sessão da Comissão Especial sobre o Impeachment da presidente Dilma Rousseff, direto da Câmara dos Deputados.

PT, PDT e Psol são contra o impeachment

PT, PDT e Psol apresentam voto em separado contrário ao Impeachment e contrário ao relatório apresentado pelo deputado Jovair Arantes.

Falando em nome do PT, o deputado Paulo Teixeira (SP) afirmou que a presidente está sendo julgada por ter editado seis decretos para cumprir despesas obrigatórias. Disse ainda que, tratava-se de um relatório sem justa causa e sem base jurídica. Que os deputados podem estar condenando uma presidente por ter destinado recursos para ampliação dos campi das universidades federais, e recursos para o bolsa família.

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O líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA) afirmou que os decretos editados pela presidente Dilma como Chefe do Poder Executivo, tinham caráter meramente autorizativo e não afetaram a meta fiscal, e que ela agiu em estrito cumprimento do dever legal.

O representante do Psol, deputado Chico Alencar (RJ) afirmou que o pedido de impeachment tem vários defeitos de formação, entre eles o de ser aceito depois de longa batalha entre o presidente da Câmara dos Deputados, réu em vários processos de corrupção no STF Supremo Tribunal Federal, Eduardo Cunha e o governo da presidente Dilma Rousseff.

PSB e DEM são favoráveis ao impeachment

O deputado Fernando Filho (PSB-PE), líder do PSB, refutou nota em que a bancada de senadores do PSB teria se manifestado contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele informou que a bancada do PSB do Senado é favorável à abertura de processo de impeachment contra a presidente da república.

O tempo destinado para a liderança do PSD falar durante a sessão da Comissão do Impeachment foi dividido entre dois deputados; o deputado Marcos Montes (MG) fez pronunciamento favorável  ao impeachment e falou que a maioria dos parlamentares do PSD votarão pelo impeachment. Ele ressaltou a crise econômica e afirmou que a presidente Dilma Rousseff “não conseguiu administrar”.

Por sua vez o deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), fez declaração de voto contrário ao impeachment, porque há equívocos e excessos no relatório favorável ao impeachment. Esclareceu que a presidente Dilma Roussef não foi citada em nenhuma delação premiada, comprovando sua honorabilidade e que se não há crime de responsabilidade não se pode permitir a violência à Constituição.

As duas manifestações dos deputados do PSD indicam que o partido está dividido.

O deputado Pauderney Avelino (AM), líder do DEM, disse que existem indiscutíveis indícios de que houve o cometimento de crime pela presidente da república. Pauderney afirmou que o crime da presidente foi desrespeitar o Congresso Nacional e os parlamentares ao abusar das prerrogativas quando não havia cumprido a meta fiscal e, portanto não poderia fazê-lo em momento algum. #AoVivo