Os números da reeleição de #Dilma Rousseff não foram os melhores. Pouco mais de 54 mil eleitores votaram na presidente, ou seja, 51,64%. Porém, a estreita vantagem não seria motivo para o encerramento precoce de seu mandato. Respaldado na lei de responsabilidade fiscal, o pedido de impeachment da presidente foi aceito pela Câmara dos Deputados com 367 votos a favor e 146 contra, contabilizando também abstenções e faltas. Tudo indica que será aprovado pelo Senado.

Os verdadeiros motivos que levaram à queda de Dilma, no entanto, vão além das pedaladas fiscais.

Popularidade

Dilma começou o segundo mandato com avaliação positiva de 71%. No encerramento do primeiro trimestre de 2016, houve uma inversão nos índices.

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Segundo pesquisa realizada pelo Ibope, apenas 10% dos entrevistados consideraram seu governo como ótimo ou bom, enquanto 69% avaliaram como ruim ou péssimo. 

Não apenas os números negativos do governo são a causa da baixa popularidade de Dilma. Também atitudes como a nomeação do ex-presidente Lula para ministro da Casa Civil, manobra feita para protege-lo da Lava Jato, entre outros problemas, como pronunciamentos estranhos em discursos, fizeram com que a presidente sofresse queda vertiginosa.

Corrupção na Petrobras

Embora não haja acusação de envolvimento direto da presidente nas investigações de corrupção na Petrobras, é impossível desvincular Dilma de investigados, denunciados e réus da Operação Lava Jato. A nova fase da Operação atinge o PT e o PMDB, sob a acusação de terem liderado o esquema de pagamento de propinas desde 2004, em conluio com as maiores empreiteiras do país.

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Há suspeita de que as campanhas de Dilma foram financiadas com dinheiro desviado da estatal.

Crise econômica

Com o crescimento da inflação e do desemprego, atualmente em 8,5% de acordo com o IBGE, o efeito é de "bola de neve". Dados da Confederação Nacional do Comércio informam que quase 100 mil lojas fecharam suas portas, o equivalente a 13%. Para piorar o quadro, alegando queda nas vendas, sete grandes marcas estão deixando o Brasil, ou reduzindo o número de lojas, como a Walmart, por exemplo, que é a maior rede de varejo do mundo, e a holandesa C&A, que está no país há 40 anos. É a maior recessão em 25 anos.

Cortes nos programas sociais

Dos nove principais programas do governo federal, oito sofreram redução significativa, ou perderam para a inflação.

Apesar do slogan "Pátria Educadora", escolhido para este segundo mandato, o governo Dilma cortou 7 bilhões de reais em verbas para educação. O Fies, financiamento estudantil, que antes cobrava juros de 3,5% ao ano, passou a cobrar 6,5%. 

O programa "Minha Casa Minha Vida", sofreu corte de 58% e o "Minha Casa Melhor", para beneficiários do primeiro, foi extinto em fevereiro deste ano.

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Também em 2016, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve redução de R$ 8,6 bilhões.

Com números tão desfavoráveis em questões que afetam diretamente a população, antes de seu afastamento Dilma já havia perdido, juntamente com a popularidade, a governabilidade.