O jurista Miguel Reale Júnior, em discurso bastante inflamado e de tom apelativo na Câmara dos Deputados, defendeu, nesta sexta-feira, dia 15, a manutenção do processo que buscar afastar Dilma do poder. Autor do pedido que vem causando grande alvoroço nacional e cujo desfecho está programado para o próximo dia 17, num domingo, o catedrático discorreu sobre todos os motivos que justificam a saída da petista.

Os fatos que justificam o impedimento de Dilma 

O discurso do jurista centrou-se na questão principal que motivou o pedido: as pedaladas fiscais. Com os atrasos do Tesouro Nacional em repassar recursos para os bancos públicos, tais como a Caixa e o Banco do Brasil, o governo simplesmente sancionou decretos, conhecidos como créditos complementares, que autorizaram o pagamento por estas instituições, a fim de que os programas sociais pudessem continuar em pleno vigor.

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De acordo com o jurista, Dilma tinha pleno conhecimento de seus atos e se utilizou de tal manobra, que não depende de autorização do Congresso. Na visão de Reale, isto constitui um fato grave.

O autor do impeachment diz que Dilma cometeu crimes contra a pátria

As pedaladas constituem uma grave crime contra a pátria, segundo seu defensor, visto que, caracteriza um crime contra todo o povo brasileiro.

O defensor do impeachment rechaçou o argumento de que tais práticas não passam de 'meras infrações administrativas', como tenta convencer os aliados do governo, principalmente José Eduardo Cardozo, da Advocacia Geral da União (AGU) e principal defensor de Dilma no processo que pede seu afastamento.

Ele também classificou de 'mentira' e de 'falácia', o argumento utilizado pelos governistas de que as mesmas já tinham sido largamente utilizadas pelos antecessores da presidente e citou o fato de que os seus efeitos são sentidos na 'própria pele' pela população mais carente deste país, nos dias atuais.

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Dilma deu um golpe no povo brasileiro e atirou o país na lama

Miguel Reale foi bastante enfático ao defender o argumento de que Dilma deverá ser responsabilizada pelo crime maior de ter dado um golpe em todos os brasileiros. O fato mais grave foi a tentativa de esconder do povo brasileiro que o país está na falência, para tentar resguardar a sua própria reeleição. "Dilma cometeu crime e agiu com gravíssima irresponsabilidade em jogar o país na lama.  Vai dizer que não é crime? É golpe", justificou o especialista.

Os efeitos do golpe podem ser sentidos por todos os brasileiros

 O jurista afirmou que todas as consequências do golpe já podem ser experimentadas pelo povo brasileiro. Eles se refletem na atual #Crise econômica que o país atravessa.

Após o seu discurso, Miguel Reale Júnior concedeu uma entrevista, na qual voltou a afirmar categoricamente que o país está na 'lona'. Mais uma vez, ele voltou a culpar as pedaladas fiscais por este quadro de caos brasileiro. Como exemplo, citou o fato do trabalhador brasileiro ter o poder de compra de seu salário reduzido a cada dia pela inflação, além daqueles trabalhadores que não recebem nenhum tipo de remuneração, pois a grande maioria está desempregada.

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Mais uma vez, vítimas da crise que abalou a economia e levou ao fechamento de muitas empresas e a diminuição dos postos de trabalho.

O defensor do impeachment afirmou que o povo brasileiro está ávido para se libertar dos "grilhões da mentira e da corrupção". "Estamos ansiosos envolvidos numa longa doença que domina a política brasileira, queremos ressurgir para a saúde. Vossas Excelências são os nossos libertadores", declarou ao parlamentares que ocupavam o plenário da Câmara. #Dilma Rousseff #Crise-de-governo