O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), após ter votado a favor do impeachment da presidente #Dilma Rousseff e ter feito elogios ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido por ter sido condenado pela justiça brasileira pelos crimes de tortura e sequestro, levou uma cuspida do deputado Jean Wyllys em plena votação do processo. No entanto, nos corredores da Casa Legislativa, Bolsonaro disse que o cheiro do "excremento" de Wyllys em seu corpo era horrível.

“O Jean Wyllys deu uma cusparada em mim, está um cheiro horrível aqui" – disse em gravação via celular – "dá para imaginar que cheiro é esse aqui, né?!”, afirmou.

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Bolsonaro seguiu indagando: “Foi ele que disse que sairia do Brasil se perdesse o impeachment? Vou sugerir para ele Cuba, Coreia do Norte, Albânia, Afeganistão, alguns países da África do Norte também que gostam de homossexuais”, disse.

O deputado, defensor da família, ainda sugeriu a Jean que ele se mudasse para alguma região dominada pelo Estado Islâmico. Segundo Bolsonaro, os extremistas saberiam muito bem como tratar um homossexual. Com relação ao seu voto no processo do impeachment da presidente, Jair diz que essa é mais uma vitória da direita em cima dos movimentos de esquerda no Brasil: “Perderam em 64, perderam agora em 2016. Pela família, pela inocência das crianças em sala de aula [...]”, contou.

O ponto primordial do seu voto, depois de expor que estava a favor do impeachment, ficou por conta da sua citação do falecido coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que, inclusive, segundo o próprio Bolsonaro, a própria presidente Dilma sentia pavor pelo coronel: “Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma...”, declarou.

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Bolsonaro ainda dedicou o voto ao Exército de Caxias, às Forças Armadas, a Deus e ao Brasil.

Outro ponto curioso do seu voto ficou por conta da defesa que Bolsonaro fez do deputado Eduardo Cunha, que é o presidente da Câmara e está enfrentando algumas situações vexaminosas na justiça brasileira, já que ele é réu no Supremo Tribunal Federal. Há uma acusação de que ele teria recebido em torno de US$ 5 milhões através de propina vinda de um contrato feito pelo estaleiro Samgung Heavy Industries com a Petrobras.   #Dentro da política #Crise-de-governo