Está ocorrendo, neste domingo, 17 de abril, a votação na Câmara dos Deputados, em Brasília, que pauta a aprovação do processo de impedimento da Presidente da República, #Dilma Rousseff (PT).

O Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), iniciou os trabalhos legislativos às 14h e deu voz ao relator da Comissão de #Impeachment, o deputado Jovair Arantes (PTB/GO), que teve 25 minutos para ler o parecer e expor os pontos que levaram ao voto do relator como favorável ao processo de impeachment.

Em seguida, Cunha deu espaço para que os líderes dos partidos subissem à tribuna para se posicionarem em nome do partido e orientassem as suas respectivas bancadas.

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O primeiro a proferir foi o deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ), que orientou ao voto favorável. Seguido pelo deputado Afonso Florence do partido da situação (PT/BA) defendendo que “a voz das ruas deve ser refletida aqui nesse plenário. Não vai ter golpe”. O terceiro a subir à tribuna foi o líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy, da Bahia, que disse “seremos marcados e julgados para sempre”. O posicionamento da oposição, obviamente, favorável ao processo de impeachment.

O ritual de posicionamento dos deputados já dura quase 4 horas, tendo início a votação nominal às 17h45, horário de Brasília.

Votação nominal dos parlamentares

A votação segue a ordem alternada dos Estados, começando por Roraima, no norte do país, seguido por Rio Grande do Sul, Estado mais ao sul do país.

Após quase 4 horas de votação, o placar está favorável ao prosseguimento do processo para o Senado Federal, que será o responsável em analisar o mérito do pedido que, para muitos brasileiros e intelectuais, é contra a democracia, dado que o principal motivo utilizado como argumento foram as "pedaladas fiscais” identificadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), em 2015, e que foram utilizadas pela Presidente Dilma, no ano de 2014.

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Curiosidade

A maioria dos parlamentares que votaram "sim" iniciaram o discurso, que deveria ser resumido a “sim”, “não” ou “abstenção”, com a defesa de Deus e da família (a própria, claro). Estamos de olho! #Corrupção