O Brasil encontra-se em um período de grande comoção social e política com a polarização das pessoas a favor e contra o governo federal na pessoa de sua principal representante, a presidente Dilma Roussef, e de seu principal aliado político e antecessor no cargo, o ex-presidente, Luiz Inácio #Lula da Silva, como bem pode ser visto em manifestações, passeatas, movimentos de classes e por vezes nos confrontos nas ruas em muitas capitais do país

Um exemplo claro dessa realidade foi o anúncio veiculado em 06/04 por representantes da intelectualidade brasileira e membros da classe dos artistas, contando com o incentivo da FBP - Frente Brasil Popular, os quais preparam um manifesto para 11/04, com início previsto para as 17 horas, no Rio de Janeiro.

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O chamado 'ato em defesa da democracia', que, segundo os seus organizadores, está ameaçada pelo pedido de impeachment da presidente Rousseff terá, inclusive, a presença de Lula. 

Personalidades como Leonardo Boff que é filósofo, o compositor e escritor Chico Buarque, Fernando Morais, que é escritor, o ator Wagner Moura e o conhecido jornalista Eric Nepomuceno afirmaram textualmente o seguinte: “trabalhadores das artes e da cultura em seus mais diversos segmentos de expressão... estamos unidos na defesa dessa democracia”, ou seja, em outras palavras, essas pessoas estão se unindo e mobilizando as classes sociais contra o que chamam de “um golpe branco, um golpe institucional, mas sempre um golpe, um golpe de Estado”, contra a democracia do Brasil. 

Muitos que prometeram ir ao evento público, na cidade do Rio de Janeiro em 11/04, foram exilados políticos ou tiveram a chance de viver em outras nações e, por isso, insistem em afirmar que não podem deixar a democracia que aqui foi reconquistada pela vontade popular ser extinta de forma tão contundente.

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No sentido de fornecer maior visibilidade a manifestação, o ex-presidente Lula participará com os manifestantes do encontro pelas ruas do Rio de Janeiro. 

Os simpatizantes e organizadores do ato reiteram que na democracia atual, por mais que se precise de avanços, há o direito de se pleitear a posse da terra, maiores cuidados e proteção ao meio-ambiente, à vida, à dignidade. 

Se a oposição não é uma oposição política de fato, mas sim, trata-se dos “ressentidos da derrota e os aventureiros do desastre” como dito pelos defensores do governo federal, não se pode estabelecer unanimidade sobre o tema, mas fato é que todo o país e seus mais de 200 milhões de habitantes só perdem diante de tanta comoção e instabilidade nacional, esfacelando a antiga unidade de um povo, que inclusive alguns cidadãos dizem já estar comprometida na medida em que as opiniões sobre o futuro da nação se rivalizam sem a necessária tolerância democrática. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil