O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação, Cid Gomes (PDT-CE), protocolou na tarde desta sexta-feira, dia 1º, o pedido de #Impeachment do vice-presidente da República, #Michel Temer (PMDB). As alegações para o pedido, segundo Cid, é o suposto envolvimento do peemedebista com o escândalo da Petrobras, que é investigado pela Lava Jato. No documento protocolado junto à Câmara dos Deputados e o STF, em Brasília, o ex-ministro solicita que o processo não seja examinado pelo atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha ( PMDB-RJ). O motivo seria o fato de Cunha constar como um dos citados nas investigações que dizem respeito à estatal.

As alegações de Cid para o pedido de impeachment

A justificativa de Cid Gomes para ingressar com o pedido contra Temer é o fato de que tanto o vice, quanto o PMDB são citados nas investigações da Lava Jato.

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O ex-governador descreve no documento um trecho de uma mensagem encontrada no celular do ex-diretor da OAS, Léo Pinheiro, o qual consta uma menção de um pagamento da quantia de R$ 5 milhões de reais a peemedebistas.  As mensagens teriam sido trocadas entre o empresário e Eduardo Cunha, que cobra o repasse do dinheiro como forma de quitação com a " turma". 

Junto com o pedido, foram anexados trechos de jornais e de delações já efetuadas, que trazem evidências da suposta participação de Temer no esquema de recebimento de propina da Petrobras. Além disto, Cid Gomes alerta para o fato de que tanto o senador Delcídio do Amaral ( ex-PT), quanto o doleiro Alberto Youssef, preso pela Lava Jato, citam em seus depoimentos a participação de integrantes peemedebistas no recebimento de ilícitos.

De acordo com as declarações dos investigados, o PMDB atuou também na indicação de Jorge Zelada para a Diretoria Internacional da estatal.

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O executivo, atualmente, se encontra preso e foi condenado pela Justiça por participar do esquema de propina.  

Cid Gomes, em seus argumentos, insiste em responsabilizar Temer, haja vista o fato do mesmo encontrar-se em posição de comando da sigla peemedebista, já bastante envolvida nos graves episódios de crimes de #Corrupção. Além disto, como vice-presidente da República, ele teria o dever de zelar para que todos os princípios e valores da administração pública e do Estado de Direito possam atuar dentro dos limites do decoro e da probidade que o cargo exige.  

Com este, já se somam quatro pedidos de impeachment que chegam contra Temer. Um foi protocolado pelo advogado mineiro Mariel Marra, que foi arquivado por Cunha por falta de subsídios para o crime que justificativa o pedido. O outro foi de autoria do deputado Cabo Daciolo ( PTdo B-RJ), também negado pelo presidente da Câmara, por falta dos requisitos formais, como reconhecimento em cartório e certidão de quitação com a Justiça Eleitoral do autor. O terceiro, também de autoria do parlamentar carioca, ainda não foi analisado pelo dirigente da Câmara.