O cientista político e professor universitário Pedro Paulo Procópio defendeu que o #Impeachment da atual presidente do Brasil, #Dilma Rousseff, não será uma solução econômica para o país. Em debate com estudantes do 7º período de Jornalismo, em sala de aula da Faculdade Joaquim Nabuco (FJN), Procópio rebateu os argumentos contra o atual governo e disse que “sem dúvida alguma, o impeachment seria um retrocesso na democracia do país”.

Em relação ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, ocorrido em 1922, o professor argumentou que “naquela época, havia indícios concretos de corrupção em relação a Collor, hoje, há indícios discutíveis, sobretudo, a respeito das pedaladas, que era algo permitido, e que porventura poderia gerar certo equilíbrio na economia do país, mas de uma hora para outra, do ponto de vista político, foi mudado”.

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Apesar de não ter formação na área jurídica, mas se baseando numa análise apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU), o cientista político acredita que, independentemente de a defesa de Fernando Henrique Cardoso em relação ao impeachment ter sido contundente, não irá interferir no posicionamento da comissão especial do impeachment na Câmara dos Deputados, já que se percebe nitidamente o interesse de caráter partidário, sem embasamento constitucional.

“Claramente o impeachment traria um agravamento. O país perderia por alguns instantes o seu direcionamento; uma série de fatores ligados à credibilidade; traria mais instabilidade para os investidores estrangeiros. O impeachment não seria de forma alguma uma solução. O que precisamos de fato e de modo bem apartidário, é de uma completa reforma, começando pelas doações de campanha por parte das grandes empresas”, afirmou Pedro Paulo Procópio.

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De acordo com Procópio, a grande mídia vem agendando as emoções do público e construindo socialmente uma realidade. Ele justifica esse argumento dizendo que, hoje em dia, boa parte dos cidadãos não estão preocupados em discutir criticamente o que está acontecendo na realidade socioeconômica e política do País.

Pedro Paulo Procópio fez ainda uma análise do futuro do governo de Dilma, se o processo do impeachment não conseguir tirar a presidenta do poder. “Não vai ser fácil. Será extremamente delicado e será necessário muita negociação para que possa haver um nível mínimo de governabilidade. Não concordo com uma justiça que venha a ferir a democracia, que foi reconquistada pela morte de colegas jornalistas, com suor, sangue e lágrimas”, finaliza.

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