As manifestações contra o #Impeachment que aconteceram na semana passada em todo o país poderão ter um papel importante no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, alertam cientistas políticas.

De acordo com uma reportagem veiculada no site Agência Brasil, da EBC, no dia 2 de abril, essas manifestações podem ter mudado a percepção sobre uma suposta opinião predominante no país, de que grande parte da população era favorável ao impeachment da presidente. Quem fez essa avaliação foi a professora Helcimara Teles, que faz parte do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFMG.

Para a professora, parte dos parlamentares se pauta pela opinião pública e é bastante flexível aos altos e baixos do pensamento e opinião da população.

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Ela diz que começa a notar-se que há um crescimento dos grupos que se posicionam contra o impeachment, que o consideram um golpe, e que isso pode fazer com que os políticos deem uma recuada e reavaliem a sua posição no processo.

A professora Flávia Biroli, da UnB - Universidade de Brasília também compartilha desse pensamento, dessa avaliação, de que os movimentos contra o impeachment podem ter um forte efeito em uma mudança de opinião e também no atual cenário político.

Os meios de comunicação

As duas professoras fazem a mesma leitura sobre como a mídia tem agido frente a toda essa movimentação de quem apoia o impeachment e de quem se refere a esse processo como um golpe e se colocando contra. Segundo elas, há um problema de enquadramento das movimentações. “Quando existem as manifestações contra o #Governo, elas são apresentadas como manifestações das pessoas, dos brasileiros [...]", diz a professora Flávia, e continua: "[...] Quando são manifestações contra o impeachment, a posição é outra, é como se fosse o PT, e isso não é verdade [...]", relatando o enquadramento ao qual elas se referiram como "problemático".

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A professora finaliza: "[...] é um conjunto de movimentos sociais, de segmentos de esquerda preocupados com a nossa democracia.”

A professora Helimara enfatiza que os movimentos contra o impeachment não são mais formados apenas por pessoas que integram partidos políticos e sim, por toda a sociedade, que está agindo autonomamente e desvinculada de siglas políticas. #Dilma Rousseff