Quis o destino que recaísse nas mãos do primeiro presidente brasileiro a sofrer #Impeachment o destino do segundo a viver o processo. Fernando Collor de Mello, atual senador da República pelo PTC de Alagoas, votará juntamente com os seus demais colegas senadores o impeachment de #Dilma Rousseff, que passou com larga vantagem na Câmara dos Deputados no último domingo.

Acuado pelas denúncias de corrupção que envolviam a sua campanha eleitoral, Collor foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em 1992, de onde nasceu o processo de impeachment do seu mandato, aprovado pelo #Senado Federal no final de dezembro do mesmo ano.

Publicidade
Publicidade

Agora, Dilma enfrenta o impedimento sobre as denúncias das ditas pedaladas fiscais e dos decretos de suplementação fiscal sem apreciação da Câmara.

Mesmo que o Partido dos Trabalhadores (PT) tenha sido uma das siglas mais combativas no desejo de barrar Collor da presidência por meio do impeachment, o ex-presidente diz que não tem mágoas do passado. Mesmo assim, alega sentir-se desconfortável com a missão que lhe caberá.

"Não carrego comigo mágoas e nem sentimento de vindita, mas não me sinto confortável fazendo esse papel. No entanto, a partir da decisão da Câmara dos Deputados de instaurar o processo e prossegui-lo para o Senado Federal, não terei escolha e votarei", disse Collor na tribuna no Senado na última terça-feira.

Para dar andamento e agilidade ao processo em curso, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, estipulou que na próxima segunda-feira será escolhida a comissão do impeachment.

Publicidade

Serão 21 senadores titulares e 21 suplentes. A tendência é que a presidência seja de Raimundo Lira (PMDB-PA), sendo que a relatoria ainda se mantém indefinida.