Hoje, a partir das 09h, foi iniciada mais uma sessão no senado onde serão ouvidos o Advogado Geral da União, José Eduardo Cardoso, e os ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e da Agricultara, Kátia Abreu.

Eles fazem parte da defesa da presidente #Dilma Rousseff, e apontam no senado que os levantamentos de acusação feitos no processo contra a presidente não são fatos que levam a Crime de Responsabilidade, segundo Nelson Barbosa, o que houve foi uma mudança na interpretação da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Lembrando que ontem foram ouvidos os autores do pedido de #Impeachment da presidente, ouvir ambas as partes tem por finalidade levar os Senadores à analisar cada fato para que seja feito julgamento justo do processo.

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Na câmara dos deputados foi dado oportunidade de defesa, e autores também se pronunciaram. É válido lembrar que Anastasia é relator e ainda apresentará seu parecer onde ele vai aconselhar a continuação ou não do processo.

Ouvir as duas partes é um ponto crucial que pode impactar na hora de elaborar o parecer e também na votação em plenário.

O rito do impeachment segue e agora, ouvindo a defesa, os senadores aguardam o parecer que deve ser entregue no próximo dia 04, como já dito por Anastasia. Após apresentação, parecer deverá ser levado para votação em plenário que deve ocorrer entre os dias 11 e 15 de maio, onde a aprovação se dará por mais da metade dos votos que seriam 41 de um total de 81 senadores, o que então acarretará o afastamento imediato da presidente por 180 dias.

Nesse período de 180 dias, o processo estará no STF - Superior Tribunal Federal sob responsabilidade do presidente Ricardo Lewandowski, onde deverão ser apresentadas provas tanto pelos autores do processo quanto pela defesa; para que venha à ocorrer a cassação definitiva do mandato de Dilma Rousseff é necessário o voto de 2/3 dos senadores, ou seja, 54 dos 81 senadores.

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Contudo, é necessário seguir a ordem do calendário, mas é um momento de apreensão onde governistas e oposição estarão numa luta sem fim para conseguir votos suficientes para barrar ou dar continuidade. Lembrando que caso ocorra o impeachment o novo presidente será Michel Temer, que já discuti plano de governo. #Crise-de-governo