O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff será votado nesta segunda-feira (11). A comissão irá decidir se concorda ou não com o parecer dado pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que foi favorável à continuidade do processo. Depois dessa votação o caso segue para a Câmara dos Deputados, independentemente da decisão da comissão.

Os primeiros debates já aconteceram no dia 8 de abril e se entenderam até a madrugada de sábado. A discussão de hoje começou às 10 horas e a votação deve ser feita apenas após às 17 horas.

A defesa da presidente foi entregue no dia 4 de abril e, depois disso, a comissão tem cinco sessões para realizar a votação.

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O prazo termina hoje. A intenção do presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), é que antes de meia-noite a votação tenha sido encerrada, para cumprir com as regras e evitar questionamentos.

Embora a Câmara dos Deputados ainda não tenha um dia para analisar o processo de #Impeachment, a discussão deve começar nesta semana. São 25 partidos e cada um deles terá direito a se pronunciar por uma hora.

O processo de impeachment só é aberto se dois terços dos deputados forem a favor, ou seja, tem que haver 342 votos a favor para que ele siga para análise do Senado. Caso isso aconteça, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) preside a sessão e, caso a maioria aprove o processo, a presidente Dilma é afastada por 180 dias.

Neste período, ocorrem novas discussões e a votação. A aprovação do impeachment só acontece se 54 dos 81 senadores forem a favor, o que equivale a dois terços dos votantes.

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Caso ocorra quem assume é o vice-presidente, Temer, que já foi citado na Lava Jato. Se absolvida, Dilma volta imediatamente ao mandato.

Como a primeira votação deve acontecer ainda hoje, o acesso às dependências da Câmara dos Deputados estão restritos. As visitas foram canceladas e a restrição deve permanecer até o dia 21 de abril. Só podem entrar no local os deputados, servidores e alguns jornalistas, que foram credenciados. Segundo a Câmara, essa decisão visa garantir a segurança das pessoas e do patrimônio. #Dilma Rousseff #Crise