Diversos intelectuais brasileiros foram consultados pela Folha de São Paulo, mais precisamente em seu caderno "Ilustríssima", sobre suas posições frente ao processo de impeachment que será votado domingo. As opiniões variam entre a favor ou contra. Nesta matéria apresentaremos cinco intelectuais que são contrários ao #Impeachment da presidente da República. 

Eles são contra o impeachment de Dilma. Saiba por que

Antônio Risério

O antropólogo Antônio Risério teceu várias críticas ao governo petista, afirmando, por exemplo, que #Dilma Rousseff venceu as eleições com um programa - e, depois de tomar posse, fez o contrário do que havia prometido.

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Apesar de discordar duramente das ações do governo, Risério é contrário ao impeachment porque acredita "que este não é o melhor caminho para o país". Para o antropólogo, o melhor caminho seriam novas eleições, algo que "PMDB e PSDB não querem, por temerem uma vitória de Marina". "A vitória através do voto", continua Risério, "não deixaria nenhum suposto cheiro de ilegalidade".

Maria Rita Kehl

A psicanalista e ensaísta Maria Rita Kehl quer que a presidente Dilma Rousseff finalize seu mandato. Sobre o contexto político, Kehl diz ser "inaceitável que, em meio a tantos escândalos de corrupção, a Câmara dos Deputados - presidida por um político acusado na Lava Jato (Eduardo Cunha), conduza o julgamento". A psicanalista também disse desejar ver a sociedade encaminhar um "Fora Cunha", pois "não se faz operações mãos limpas com gente de mãos sujas".

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Delfim Neto

Delfim Neto, economista e ex-ministro da Fazenda, posicionou-se contra o impedimento da presidente. Segundo ele, as "pedaladas" não são justificativa para a abertura do processo de impeachment. As pedaladas viriam desde Dom João 6°, disse o ex-ministro.

Fernando Morais

Fernando Morais, jornalista e autor das biografias "Olga" e "Chatô - O Rei do Brasil", defende que a presidente não cometeu crime de responsabilidade. Trataria-se de um golpe, para Morais, que, caso bem sucedido, levaria ao poder um governo sem legitimidade, além de ocasionar uma política econômica recessiva.     

José Murilo de Carvalho

José Murilo de Carvalho, cientista político e historiador, é contra o impeachment enquanto não existir "clara evidência de violação da lei pela presidente em crime de responsabilidade". A aprovação sem essa confirmação, segundo o cientista político, "daria margem à gritaria de que foi golpe". Além disso, continua Carvalho, o governo que assumiria (com Michel Temer como presidente) teria que "assumir a responsabilidade de fazer o trabalho impopular de descascar o abacaxi que não plantou".  #Crise-de-governo