A presidente Dilma Rousseff, admitiu a possibilidade de convocar novas eleições presidenciais, porém, está aguardando o momento conveniente para dar entrada nessa tática, sendo assim, seu mandato seria reduzido para dois anos. Na opinião dos ministros próximos a Dilma, ela não conseguirá governar com o país dividido, ocasionando muitas dificuldades, e declaram isso como um "fato consumado", mesmo não acontecendo seu #Impeachment no Senado Federal, a administração do país seria trabalhosa, segundo eles. Nesta última segunda-feira (25), o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio #Lula da Silva, se encontrou com Dilma no Palácio do Planalto. Foi a primeira vez desde que a nomeação de Lula para a Casa Civil foi suspensa.

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O encontro ocorreu em um jantar com ministros e a presidente. Lula discutiu o assunto, e disse que, no momento, é preciso concentração e esforço para tentar barrar o processo de impeachment. 

Novas eleições

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é favorável a novas eleições, e Dilma também conta com o apoio de grande maioria do Partido dos Trabalhadores (PT). Dilma descarta qualquer possibilidade de renunciar, mas aceitar uma redução de seu mandato seria uma forma de "pacificar" a situação, concluíram auxiliares da presidente, e também, em contrapartida, uma resposta ao que chamam de "golpe". As novas eleições colocariam o vice-presidente Michel Temer "enquadrado", e motivariam alguns integrantes do PSDB, do senador Aécio Neves, a colocar-se em oposição governo de Temer. 

Os senadores do PT e de partidos aliados mantêm um discurso de que o processo de impeachment da Dilma poderá ser evitado, mas têm certa concordância pelo afastamento da presidente.

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Se confirmarem o impedimento de Dilma governar, a partir do dia 15 de maio, ela ficará afastada durante 180 dias. 

Estratégia

A Proposta da Emenda à Constituição (PEC) é a estratégia do governo Dilma de se salvar do impeachment, pedindo novas eleições para o mês de outubro. Para ser aprovada, a PEC precisa de 308 votos dos deputados totalizando três quintos, e 49 votos dos senadores. #Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao Wall Street Journal que ela irá lutar até o fim contra o impeachment, afirmando ser inocente e "vítima de uma conspiração". O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que Temer não conseguirá ficar mais de três meses no governo, pois ocorrerão protestos em todo o país. Se Dilma for realmente afastada, Lula já tem planos de prejudicar o governo Temer e fazer um "governo paralelo" em oposição ao dele. Mesmo sendo investigado nas operações da Lava Jato, Lula é o único nome poderoso do PT capaz de substituir Dilma. Caso a presidente não saia do poder, poderá sofrer até 2018, ou então, se sair, se confirmará o que chamam de "golpe"