Terceira colocada nas eleições presidenciais de 2014, quando atingiu mais de 22 milhões de votos (21% da preferência do público), #Marina Silva voltou a aparecer com força na cena política nacional nesta terça-feira (5), ao defender publicamente o afastamento da chapa #Dilma Rousseff-Michel Temer e a antecipação das eleições presidenciais. Através do seu partido, a Rede Sustentabilidade, Marina encabeça a campanha “Nem Dilma nem Temer, Nova Eleição é a Solução”, que tem como demanda a cassação da chapa eleita em 2014 via Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na avaliação de Marina, uma nova eleição é, no momento, a melhor saída para tirar o Brasil da crise política e econômica que assola o país.

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Ela considera a cassação da chapa eleita via TSE melhor e mais prudente que a aprovação do #Impeachment de Dilma Rousseff, em processo que segue tramitando na Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado, Michel Temer, o vice, fica no poder até 2018 de acordo com as normas da Constituição Federal.

No TSE, tribunal designado a julgar os processos de cunho eleitorais, tramita uma ação designada pelo PSDB, que alega que a campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições presidenciais de 2014 foi movida por uma série de irregularidades. O suposto uso da máquina pública ao próprio favor e o recebimento de recursos ilícitos derivados da Petrobras estão entre as alegações dos tucanos.

No entanto, os parlamentares vinculados à oposição trabalham com a certeza de que esse processo movido no TSE terá um transcurso lento e não acreditam que ele possibilitará a saída de Dilma.

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Nesta linha, a preferência é mesmo pela aprovação do impeachment na Câmara – em uma solução que não é prioridade para Marina Silva, que entende que a cassação da chapa no tribunal, seguida de novas eleições, é o mais viável para o país.

“O TSE convocar novas eleições presidenciais ao país é, no momento, a saída econômica e política que precisamos. Dessa forma, serão sete ministros dando uma nova oportunidade aos milhões de brasileiros a chance de corrigir o erro que cometeram em uma eleição fraudulenta”, disse Marina, fazendo alusão aos supostos crimes eleitorais cometidos pela chapa de Dilma na eleição de 2014.

Em busca de força política

A cada eleição, Marina ganha terreno no cenário político e se torna alternativa para um momento futuro. Em 2010, ela roubou a cena na disputa entre Dilma Rousseff e José Serra, na tradicional polarização PT-PSDB, e alcançou a surpreendente margem de 20% dos votos válidos no primeiro turno. A votação não a credenciou para a disputa em segundo turno, mas, de pronto, fez seu nome se tornar alternativa para quatro anos depois.

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Em 2014, após uma aliança costurada a duras penas com o PSB, Marina topou ser vice na chapa liderada por Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, que acabou falecendo ainda no início da campanha após uma tragédia aérea. Após a fatalidade, Marina assumiu a condição de candidata e chegou a liderar as pesquistas em determinado momento, mas acabou ficando de fora do segundo turno ao perder força política – a mesma força que volta a tentar recuperar ao tomar posição clara sobre o atual momento político do país.