Um fato notório para todo o estado do Ceará são os constantes ataques que o crime organizado realizou nas últimas semanas. As sistemáticas incursões que grupos do chamado PCC, uma facção do crime organizado, têm realizado tanto na capital quanto no interior estão trazendo pânico a todos os cearenses. Entretanto, o que chama a atenção é a atitude do atual governador, Camilo Santana (PT-CE), que demonstrou uma total desinteresse em relação ao problema. Ele preferiu se ocupar das negociações políticas em torno de #Dilma Rousseff, na tentativa de conseguir apoio político, que possa blindá-la do processo de #Impeachment.

O estado do Ceará vem atravessando um momento difícil nos últimos tempos.

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Tanto Fortaleza quanto algumas cidades do interior do estado, como São Benedito e Sobral, foram alvo de ataques. Os bandidos já lançaram a ameaça de invadir o maior hospital público de urgências e emergências do estado, o Instituto Dr. José Frota (IJF), além da promessa de incendiar as próprias viaturas da Polícia Militar.

Governador rejeita atuar no problema da violência e prefere trabalhar em favor de Dilma

Surpreendentemente, Camilo Santana não quis se interessar pela questão. Mesmo com a ameaça do crime organizado de intensificar os ataques no Ceará, ele preferiu viajar até Brasília, na companhia de seu 'chefe e tutor' e antecessor, Cid Gomes. Os dois vão intensificar o trabalho de arregimentar o apoio do maior número possível de deputados que possam votar a favor da presidente.

Cid Gomes, que assumiu o papel de defensor de Dilma, viu seu trabalho ir por água abaixo, depois que o PP resolveu abandonar o #Governo.

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Como o próprio Camilo parece não ter pulso firme diante das incursões de Cid, foi 'arrastado' para o corpo a corpo no Planalto. 

A debandada do PP irritou o ex-governador e ao atual. Caso o impeachment seja aprovado, o seu comando no estado deverá passar para o grupo que apoia Temer. Para piorar a situação, os dois representantes cearenses da sigla na Câmara, Adail Carneiro e Macedão, deverão votar a favor do afastamento de Dilma.