O presidente da Câmara dos deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), costuma ser alvo frequente de integrantes do governo petista, membros de partidos de esquerda e aliados do governo Dilma. Após a polêmica sessão plenária na Câmara que aprovou a admissibilidade do processo de #Impeachment pela grande maioria dos deputados a favor do afastamento da presidente da República em processo encaminhado para análise no Senado Federal, o  deputado carioca demonstrou que não irá se desequilibrar emocionalmente, devido aos ataques constantes de membros do governo. 

Eduardo Cunha passou a ser atacado de modo intenso com xingamentos, muitas vezes, sendo acusado por membros do governo de ser o responsável pelo ato de aceitação do processo de admissibilidade do impeachment na Câmara, como um gesto pessoal de vingança, sendo tachado de "bandido", "gangster", "corrupto", e outras palavras de baixo calão.

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O deputado sempre demonstrou equilíbrio, afirmando até que "não iria cair no golpe de responder com ato de destempero aos destemperados", declarou. Porém, essa reação serena, não significa dizer que o presidente da Câmara não tomará as medidas judiciais cabíveis, e o mesmo já deixou claro que irá apresentar queixa-crime contra os congressistas que o acusam.

Alvo de organização criminosa

Cunha ressaltou ainda que não rebateu às acusações em plenário da Câmara, porém, afirmou que "é alvo de membros de um organização criminosa que agem como batedores de carteira e que gritam: pega ladrão!", enfatizou. O presidente da Câmara buscou evidenciar que o governo da presidente Dilma Rousseff acabou e que esse seria o real motivo  para os momentos de turbulência vivenciados por ele na Câmara Federal.

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Ainda, segundo ele, o governo já não possui mais legitimidade para existir e que devido a isso, os ânimos ficam extremamente acirrados.

Cunha enfrenta um processo delicado no Conselho de Ética da Câmara que analisa a admissibilidade de seu processo de cassação de mandato, já que ele se tornou réu, em caso relacionado à corrupção no escândalo da Petrobras, de acordo com denúncia oferecida pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, juntamente ao Supremo Tribunal Federal. #Crise no Brasil