O processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff a ser votado em plenário da Câmara dos deputados já provoca algumas polêmicas. O presidente da Casa, deputado #Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos principais oposicionistas ao #Governo, já possui um plano para que se possa evitar ausências significativas entre os deputados federais, que possam, de qualquer forma, acabar prejudicando o número mínimo de 342 votos a ser alcançado para aprovação do processo de #Impeachment de Dilma Rousseff.

No domingo (17), dia "chave" para a definição do processo de impeachment no país, Eduardo Cunha pretende não somente aceitar atestados médicos de deputados que vierem a faltar em plenário, mas deverá estabelecer que uma junta médica possa acompanhá-los, apta a realizar perícias para comprovação de doenças atestadas, dificultando assim, que os congressistas possam simplesmente faltar, para que não se exponham na votação, tanto a favor, quanto contra, o processo de afastamento da presidente.

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Comparecimento de deputados

A junta médica que analisará eventuais atestados, poderá inclusive, disponibilizar ambulâncias e equipes de saúde, de diversas especialidades, preparadas até mesmo para oferecer medicamentos em situações de emergência. Deputados que aleguem "indisposição" poderão também ser acompanhados por médicos no deslocamento até Brasília, para que estes congressistas tenham assegurado o seu direito ao voto. Com tais medidas, pretende-se desestimular quaisquer deputados que estejam mal-intencionados na decisão de faltar, com propósito de tentar fugir do processo de votação.

Ressalta-se ainda, que a idéia de acompanhamento médico e análise de atestados de parlamentares, partiu de um dos líderes da oposição, deputado Mendonça Filho, do partido Democratas, de Pernambuco. A justificativa de membros da oposição e do próprio presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha, é que o governo trabalha e atua com o objetivo de esvaziar a sessão do impeachment no plenário, já que não teria votos suficientes para impedir o processo de afastamento da mandatária do país.

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