Está longe de acabar a polêmica envolvendo dos deputados federais Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Jair Bolsonaro (PSC-RJ). A "pecuinha", entre eles, vem de longa data, cada um defendendo suas posições e suas verdades.

Entretanto o 'caldo' entornou de vez, no último domingo (17), quando Jean Wyllys, após votar contra o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef, cuspiu em Jair Bolsonaro, dentro do plenário.

Segundo o jornal Extra, por causa deste ato, o deputado federal pastor Ezequiel Teixeira (PTN-RJ), vai pedir a cassação de Jean Wyllys.

Defensor da "Cura Gay"

O pastor e deputado federal Ezequiel Teixeira é um dos defensores ferrenhos da chamada "cura gay", imposta por algumas igrejas evangélicas em todo o Brasil.

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Por este motivo, Ezequiel, foi exonerado da secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro, pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), por ter deixado suas convicções religiosas falar mais alto. 

Nos dois meses quem o deputado esteve à frente da pasta, ele simplesmente fechou quatro centros de assistência a população LGBT e esvaziou Rio Homofobia, questionado o sobre estas ações, ele respondeu em uma entrevista ao jornal O Globo, disse "que os incomodados deviam se mudar".

Pedido de cassação

Ezequiel Teixeira, vai até o Conselho de Ética da Câmara de deputados federais, protocolar o pedido de cassação de Jean Wyllys, pela cusparada que o deputado deu em Jair Bolsonaro, depois de ter votado contra o impeachment de Dilma.

O pastor se declara que está decepcionado e afirma "lamento a atitude desrespeitosa do Jean Wyllys.

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Logo ele, que cobra respeito, foi intolerante com um colega ao dar um golpe baixo".

O deputado Ezequiel, vai entrar com o pedido na próxima semana e já está mobilizando toda a bancada evangélica para que sigam seus passos e façam pressão para a cassação de Jean Wyllys.

Jean Wyllys admitiu que cuspiu em Bolsonaro

Em entrevista dada a imprensa, no Salão Verde da Câmara, o deputado Jean Wyllys, admitiu que cuspiu na cara de Jair Bolsonaro, e disse que "repetiria o gesto, quantas vezes fosse preciso".

Vale ressaltar que o deputado Jair Bolsonaro também vem enfrentando uma enxurrada de acusações, entre elas apologia ao crime de tortura, a OAB - Ordem de Advogados do Brasil, encaminhou ao STF o pedido de cassação de Bolsonaro. #Dilma Rousseff #Religião #Crise-de-governo