Dilma Rousseff e Luís Inácio Lula da Silva, "companheiros especiais" nas palavras da presidente, estão esgotando todas as possibilidades de escapar dos processos e denúncias que se acumulam. A nomeação de Lula para a Casa Civil ainda não teve um veredicto, mas tudo indica que o ex-presidente manterá este título, não o de ministro. Já Dilma, decidiu participar de encontro na ONU, com o intuito de denunciar ao mundo que o processo de impeachment é um golpe.

Lula, Lava Jato e compras

Lula, que foi alvo de mandados de condução coercitiva e busca e apreensão, em sua casa e no Instituto Lula, é investigado pela Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

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As investigações indicam que as empreiteiras OAS e Odebrecht utilizaram dinheiro desviado da Petrobras para fazer pagamentos a Lula e pessoas a ele associadas.

O esquema, que beneficiava empresas, seus funcionários, funcionários da Petrobras, políticos e partidos, além de servir para enriquecimento próprio, financiava campanhas. O Ministério Público Federal apurou que Lula e o PT seriam os principais beneficiários.

Quando foi preso Nestor Cerveró, ex diretor da Petrobras, Lula teria tentado comprar seu silêncio. Esta acusação está na delação de Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT/MS), ex-líder do governo no Senado, e será incluída pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na denúncia contra o ex-presidente.

Lula também é acusado de comprar votos contra o impeachment de Dilma, através de cargos no governo e pagamentos em dinheiro.

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Opositores mostram nomeações publicadas no Diário Oficial da União como prova da oferta de cargos.

Dilma defende Lula e vai a NY

Para defender Lula, Dilma usou várias artimanhas. Uma delas, segundo a delação de Ferreira, teria sido a indicação de Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de atrapalhar as investigações da Lava Jato. A instrução era de que Navarro deveria se comprometer com o governo para libertar réus importantes da Operação. Outra foi a nomeação de Lula para a Casa Civil, o que daria a ele foro privilegiado, barrando assim o juiz Sérgio Moro. 

Depois de muito insistir na tese de que há um golpe em curso contra ela no Brasil, Dilma embarcou para Nova York, a fim de participar de encontro com chefes de estado. O motivo do encontro é a assinatura de um acordo climático. Mais do que falar sobre o que seu país fez a respeito do tema, a presidente deve tornar a proferir o discurso de que é vítima de golpe, injustamente acusada e traída por seu vice Michel Temer.

O ministro do STF Celso de Mello comentou a respeito, afirmando que todos os procedimentos no processo de impeachment estão cumprindo o que diz a Constituição. Usar como argumento de defesa o fato de que outros presidentes cometeram o mesmo crime de responsabilidade, não demonstra que não houve crime. Demonstra que este crime já foi anteriormente praticado.

 

 

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