Com a perda do governo #Dilma Rousseff na votação do processo de impeachment na Câmara, a análise dos senadores passa por um rito que pode durar até 160 dias, pelo cronograma estipulado pela consultoria técnica do governo. O calendário mostra que o processo todo vai demorar 126 dias, mas há um acréscimo de 32 dias de recesso parlamentar no meio da discussão. A contagem regressiva se deu início nesta segunda-feira (18), com a chegada do processo editado pela Câmara ao Senado. O documento será lido nesta terça-feira (19) em sessão. Caso o processo acabe com o parecer favorável ao #Impeachment, a presidente Dilma Rousseff perderá o cargo e quem assume é o vice, Michel Temer.

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O próximo passo da transição do impeachment no Senado é a criação de uma comissão, composta por um quarto do total de senadores. Será formada por 42 senadores, 21 titulares e 21 suplentes, indicados pelos partidos ou blocos partidários. Depois de composto, o colegiado tem até 48 horas para se reunir e eleger o presidente e um relator. 

A comissão tem até 10 dias para criar um parecer, que será votado em plenário. Existem especulações de que a primeira votação pode acontecer até o dia 11 de maio. É necessário ter quórum na sessão de pelo menos 41, maioria simples, dos 81 senadores. Se o relatório for aprovado, a presidente pode ser afastada por 180 dias. Entretanto, mesmo que o vice-presidente ocupe o cargo por seis meses, Dilma pode retornar se o processo não for concluído em 180 dias.

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Já se o parecer for rejeitado pela maioria, o processo é arquivado e a presidente permanece no cargo. Se os senadores determinarem a instauração do processo, o caso volta à comissão especial e Dilma pode ter dez ou 20 dias para responder à acusação. 

Depois disso, começa a fase de instrução probatória, ou seja, a produção de provas. Os autores do pedido de impeachment e a presidente Dilma Rousseff podem ser convocados a depor e têm até 20 dias para apresentarem as alegações finais. A comissão tem dez dias para elaborar e votar um segundo parecer. Em caso positivo, será encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski.

O julgamento

A sessão de julgamento, que vai decidir o destino de Dilma, será presidida por Lewandowski. Todos os autos serão lidos aos senadores que, na sessão, têm participação como juízes. Após a manifestação de testemunhas e a retirada de todos do local, Lewandowski fará um relatório que será submetido à votação dos senadores. A terceira votação só pode caracterizar condenação com votos de dois terços dos parlamentares, 54 dos 81. #Dentro da política