Um dos mais novos delatores do esquema de desvios de dinheiro público, que se originou sob as entranhas da Petrobras, Salim Schahin, prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro, comandante da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. O depoimento ocorreu nesta quarta-feira (13) e contou com revelações fundamentais para o prosseguimento das investigações realizadas pela força-tarefa.

O empresário Salim é dono do grupo Schahin, envolvido "até o pescoço" nos escândalos que atingem a Petrobras. Ele revelou, no depoimento a Sérgio Moro, que o dinheiro estimado em R$ 12 milhões de reais  e tido como empréstimo junto ao Banco Schahin, direcionado ao pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, teve como objetivo principal, abastecer os cofres do PT, através da assinatura de contrato da Petrobras.

Publicidade
Publicidade

Ainda, de acordo com Salim, o empréstimo referente ao valor mencionado, serviu como uma espécie de "acerto" à sigla partidária. Salim Schahin se dispôs a contar tudo o que sabe a respeito das tratativas que envolveram o ex-presidente #Lula, o pecuarista Bumlai e  o grupo Schahin, já que o empresário firmou um acordo de colaboração premiada, junto à força-tarefa da Lava Jato.

Envolvimento de Lula

As revelações do empresário Schahin, réu na Lava Jato, colocam o ex-mandatário do país, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro do esquema de #Corrupção. Salim informou ao juiz paranaense que o empréstimo fraudulento no valor de R$ 12 milhões de reais e repassados ao PT, foi fundamental para que o grupo Schahin adquirisse prioridade em contrato bilionário, no valor de U$ 1,6 bilhão, através de recursos ilícitos para que obtivesse o controle da operação de navio-sonda da Petrobras.

Publicidade

Salim ressaltou ainda, que "o negócio foi abençoado pelo ex-presidente Lula".

Em um momento inusitado de seu depoimento à Polícia Federal e à força-tarefa da Lava Jato, Salim Schahin se disse amargurado, e em tom de desabafo, pediu perdão à sociedade civil brasileira e também a sua família, devido ao cometimento de um crime. Afirmou ainda que "sua vida de empresário acabou e que se sente constrangido", disse enfaticamente. #Petrolão