Diogo Ferreira, que já foi chefe de gabinete de Delcídio do Amaral, que hoje encontra-se sem partido, aceitou fazer delação premiada e começou com revelações bombásticas já incriminando Dilma Rousseff.

De acordo com o delator, a presidente do Brasil teria recorrido a Delcídio para conseguir encontrar uma forma de libertar Marcelo Odebrecht, que foi preso na "#Lava Jato" sendo acusado de #Corrupção. A petista queria suporte para ir à Justiça conseguir a soltura do empreiteiro.

O delator deu detalhes de como deveria ser esta ajuda solicitada por Dilma e contou que a intenção era indicar Marcelo Navarro para ocupar o cargo de ministro no STJ.

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Diogo Ferreira contou que foi o próprio Delcídio do Amaral que lhe contou sobre a conversa com a presidente do Brasil durante um encontro, e a meta era fazer com que Marcelo Navarro garantisse a liberdade não só de Marcelo Odebrecht como também de outros réus presos na Operação.

Delcídio do Amaral teria confessado que Dilma falou claramente sobre a soltura do empreiteiro e Ferreira ficou encarregado de entrar em contato com Navarro para acertar os detalhes.

O encontro foi marcado através de mensagens trocadas por um aplicativo de smartphone, agendando o encontro do senador com aquele que seria então o futuro ministro do Supremo Tribunal de Justiça.

José Eduardo Cardozo, que nesta época era ministro da Justiça, também participou de alguns destes encontros. Pouco tempo depois, Navarro estava voltando pela soltura de Marcelo Odebrecht, só que os demais ministros votaram contra, e assim o empreiteiro continuou preso.

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Ferreira contou ainda todos os detalhes a respeito dos pagamentos recebidos de José Carlos Bumlai, através de seu filho, Maurício. Este dinheiro tinha como destino o pagamento do silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras.

O delator confirmou o que Delcídio já revelou, que Lula estava com medo de Nestor Cerveró fechar uma delação e contar tudo que sabe.

Diogo Ferreira gravou uma reunião em que Delcídio estava prometendo ajudar Cerveró financeiramente e tratavam de um plano de fuga. O delator foi preso pouco tempo após esta gravação e agora firmou a delação com a Procuradoria Geral da República. #Dilma Rousseff