O polêmico deputado federal Jair Bolsonaro será investigado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot segundo notícia divulgada nessa quarta-feira (20) pela própria PGR (Procuradoria Geral da República).

A iniciativa de dar início às investigações sobre a conduta do parlamentar partiu após o recebimento de 17.853 manifestações populares registradas na Procuradoria, através da “Sala de Atendimento ao Cidadão” que é um canal eletrônico criado pelo Ministério Público Federal para que qualquer cidadão envie denúncias, suspeitas de irregularidades e informações sobres crimes.

A suspeita é que Bolsonaro tenha cometido crime de ódio e de preconceito após citar nome do Carlos Alberto Brilhante Ustra

O deputado Jair Bolsonaro será investigado por ter cometido crime de ódio e de preconceito após citar o nome do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que faleceu ano passado e que, entre os anos de 1971 e 1974, foi o principal comandante do Doi-codi de São Paulo, local considerado um dos principais centros de tortura do período do regime militar.

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A citação do nome do coronel aconteceu no domingo, quando o parlamentar foi anunciar seu voto no processo de impeachment.

“Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra que foi o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, pelo Brasil acima de tudo e por Deus, o meu voto é sim".

OAB também anunciou que irá recorrer ao STF sobre declaração de Bolsonaro

A OAB/RJ anunciou nessa terça-feira que irá entrar com ação judicial no STF (Superior Tribunal Federal) para que seja feita a cassação do mandato Bolsonaro.

Representantes da OAB acusam o deputado de sempre fazer “apologia ao ódio, à tortura, ao fascismo e a tudo o que representa a intolerância e a anti-democracia” em seus discursos.

A informação é que também já existe um grupo de juristas elaborando um minucioso estudo e juntando argumentos para elaborar processos que comprovem que o candidato deve ser cassado pelo #Crime de ódio e também estuda a possibilidade de entrar com ação na Corte Interamericana de Direitos Humanos, para que também seja analisado o cancelamento do mandato do deputado.

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  #Investigação Criminal #Câmara dos Deputados