A #Câmara dos Deputados vive um grande debate entre governistas e opositores, acentuado desde o dia de ontem, sexta-feira, 8, quando foi realizada a discussão na comissão do #Impeachment sobre o parecer do deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO), apresentado na última quarta-feira, 6, que se colocou a favor do pedido de impeachment da presidenta da República #Dilma Rousseff (PT).

Os parlamentares pertencentes à base do governo na Câmara, imediatamente, reagiram ao relatório do deputado e criticaram duramente o documento, acusado de estar “viciado” e de “tentar dar algum fundamento ao golpe”. Em contrapartida, os parlamentares membros da oposição elogiaram o parecer de Arantes e defenderam que o mesmo é “legítimo”, além de “estar totalmente respaldado na Constituição Federal ao denunciar os crimes de responsabilidades cometidos por Dilma”.

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Ao todo, 115 deputados se inscreveram na comissão para se pronunciar sobre o relatório. Eles se dividiram em duas listas: uma a favor e outra contra o parecer do relator. Dos inscritos, 72 se pronunciaram a favor do relatório, enquanto 45 se pronunciaram de forma contrária ao texto.

Dois deputados se colocaram em ambos os lados, pois não quiseram se posicionar antes da votação oficial sobre o relatório, que será realizada na próxima segunda-feira, 11. Tratam-se dos deputados: Bebeto (do PSB-BA) e Aliel Machado (da Rede Solidariedade-PR). Todos os outros parlamentares inscritos se posicionaram de forma veemente, pró ou contra o parecer de Jovair Arantes.

Dentre as críticas mais recorrentes nas falas dos parlamentares a favor do impeachment de Dilma, está à acusação de uma espécie de “terceirização” de cargos feita pelo governo para evitar a queda da presidente.

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Os deputados da oposição chamaram o ato de “imoral” e concluiu que o PT “arquitetou os maiores esquemas de corrupção da história política do Brasil”.

Já um tema que foi bastante recorrente na fala dos deputados contrários ao impeachment da presidenta Dilma foi à permanência do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara. Praticamente todos os parlamentares governistas criticaram o fato de que, caso Dilma sofra o impeachment e Michel Temer assuma o Palácio do Planalto, Cunha passará a ser o vice-presidente, devido o cargo que ainda ocupa, mesmo sendo acusado de inúmeros casos de corrupção.

“Debate é reflexo da grande disputa de poder que hoje rege a política no país”, diz cientista político

O cientista político Jorge Gomes acompanha de perto os rumos que a política brasileira vem tomando nos últimos meses. Ele faz uma breve avaliação do debate que vem sendo travado na Câmara dos Deputados com relação ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

“Trata-se de um debate que nunca terá fim, pois ambos os lados estão convictos do que querem e não estão dispostos a ceder.

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O acirramento político chegou ao seu nível máximo no Brasil e o diálogo agora não é mais possível. O grande debate que divide governistas e opositores na Câmara dos Deputados é reflexo da grande disputa de poder que hoje rege a política neste país. Na cabeça destes políticos, o que está em jogo não é a situação ruim por qual passa atualmente o Brasil, mas sim, a cadeira presidencial no Palácio do Planalto.”, critica Gomes.