O Partido dos Trabalhadores poderá ter uma perda significativa após as eleições de outubro, quando eles ameaçam um desembarque do partido e, até mesmo, criar uma nova legenda, que será pautada pela ética e combate irrestrito à corrupção. O #PT, atualmente, conta com 57 membros na Câmara de Deputados. Com o apoio de Tarso Genro, 26 deputados discutem a saída do partido, pois estão descontentes com as atitudes do PT. Três nomes de peso estão nesta lista: Arlindo Chinaglia (SP), Maria do Rosário (RS) e Marco Maia (RS). Apesar da insatisfação do grupo, a prioridade é defender o governo neste processo de #Impeachment contra a presidente Dilma, afirma Maria do Rosário.

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Eles estão insatisfeitos com a atual direção da sigla que fora tão respeitada no passado. Após as eleições para vereadores e prefeitos, em outubro deste ano, estes deputados tendem a sair da legenda, pelo menos é o que ficou decidido após uma reunião com Tarso Genro, vinte dias atrás,

Alguns petistas preferem ter os nomes omitidos neste momento, pois, se fossem revelados agora, poderia prejudicar a imagem da legenda no impeachment da presidente Dilma. A maior fonte de descontentamento está no mensalão e na conduta do partido, perante o petrolão. O certo é que muitos políticos do partido estão trocando de lado, levando um grande desconforto a todos da legenda, e, consequentemente, enfraquecendo ainda mais a presidente Dilma e também o ex-presidente Lula.

O ex-governador de SP e deputado federal Paulo Maluf (PP), que defendia tanto a presidente, está dando o seu voto favorável ao impeachment, dando um claro sinal de desgaste profundo, até mesmo pelos aliados de um partido que já foi reconhecido por lutar pelos direitos dos trabalhadores.

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Segundo os líderes do movimento, uma análise será feita para verificar os danos sofridos pelo partido e avaliar as chances para as eleições de 2018. Segundo articuladores, Henrique Fontana (RS) também integra o grupo fazendo uma aliança com Tarso Genro. No entanto, o gaúcho afirma que é filiado ao partido há 27 anos e desautoriza qualquer especulação envolvendo o seu nome. Aqueles que mudaram de partido, como o prefeito de Osasco, Jorge Lapas, que agora é do PDT, estão muito descontentes. Ele ataca o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha, dizendo que nunca teve qualquer reconhecimento por parte do petista, durante esta #Crise. Certamente a imagem do PT está muito desgastada e, provavelmente, poucos políticos poderão ser eleitos em outubro próximo.