Os deputados Paulinho da Força (SD-SP) e Osmar Serraglio (PMDB-PR) prometeram neste domingo (17) dar anistia ao deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, #Eduardo Cunha.

A anistia funciona como uma espécie de perdão, no caso do deputado, o livraria da cassação no Conselho de Ética da Câmara, mas ainda estaria sujeito ao processo que corre contra ele no Supremo Tribunal Federal, referente à corrupção na Petrobrás.

Paulinho da Força disse que sem Cunha eles não teriam o processo de #Impeachment. Já para o deputado Serraglio, o presidente da Câmara teve papel “fundamental” na aprovação do impeachment contra #Dilma Rousseff e “merece ser anistiado”.

Publicidade
Publicidade

A Agência Brasil também divulgou uma reportagem em que cientistas políticos apontam que deputados tentam proteger o peemedebista.

Na reportagem da agência, veiculada nesta segunda-feira (18), Claudio Couto, professor e cientista político da Fundação Getúlio Vargas, diz que deputados já articulam formas para fazer com que Cunha permaneça na presidência da Câmara. Ainda segundo o professor, o processo de impeachment autorizado por Eduardo Cunha serve como uma forma de manutenção para que ele ainda exerça o poder de presidente na Câmara.

Flávia Biroli, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, aponta que pessoas ligadas à Cunha agem para que ele não seja cassado. Para a professora, o atual Congresso formado por maioria conservadora é prejudicial não para o PT ou Dilma, mas sim para a população negra, para as mulheres e para homossexuais - Cunha também é conhecido por suas posições conservadoras em relação à comunicação GLBTs.

Publicidade

A professora criticou ainda às comparações feitas pela grande imprensa brasileira do governo Dilma com o governo de Fernando Collor. De acordo com ela, o governo Collor não tinha base social para apoiar-se, ao contrário do governo Dilma. Segundo ela, alguns setores da sociedade se posicionaram contra o impeachment da presidenta, o que vai influenciar nas relações políticas.

A REPRESENTAÇÃO CONTRA CUNHA

A representação elaborada pelo PSOL e Rede foi protocolada em meados de outubro do ano passado. Entretanto, nenhuma posição em relação ao afastado de Cunha foi tomada. Membros de partidos como Solidariedade, PSC, PTB, PSD e maioria do PMDB são conhecidos por protegê-lo no Conselho, os mesmos partidos em que a maioria (ou todos) votaram a favor do impeachment de Dilma.