A presidente #Dilma Rousseff resumiu em apenas duas palavras tudo o que está sentindo nesse momento tão importante e decisivo para o futuro de seu mandato: “injustiçada e indignada”. A declaração foi feita na entrevista coletiva no Palácio do Planalto concedida no final da tarde dessa segunda-feira (18).

A presidente também declarou que não irá se abater com toda a situação difícil que está enfrentando, e que sua esperança em terminar seu mandato não morrerá.

“Tenho ânimo, força e coragem suficiente para aguentar tudo o que está acontecendo. Não irei me abater. Continuarei lutando como fiz ao longo de toda a minha vida. Não irão matar a esperança que existe dentro de mim”.

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Dilma afirmou que se sente injustiçada e indignada porque considera o processo de #Impeachment sem sustentação

A presidente disse que sua sensação de injustiça e de indignação são ocasionadas porque ela acredita que não cometeu nenhum crime grave e que as acusações contra ela são absurdas e feitas gratuitamente, sem que haja uma justificativa legal para todas as acusações.

“Eu assisti ao longo de toda a noite de ontem, todas as intervenções, e em nenhum momento vi uma discussão sobre o crime de responsabilidade, que ao meu ver, é a única maneira de se julgar corretamente um presidente da República".

Dilma disse que acha interessante uma pessoa como Eduardo Cunha presidir uma sessão de impeachment

"Acho muito interessante, que contra mim, não existam acusações de enriquecimento ilícito, já aqueles que me julgaram ontem, possuem diversas acusações de atos ilícitos e têm contas no exterior e ainda são capazes de presidir sessões de tamanha importância, como um processo de impeachment de uma presidente da república".

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Ela também afirmou que acha “estarrecedor” que um vice-presidente da República faça uma “conspiração” contra a própria presidente em exercício de forma tão aberta e pública.

“Em nenhuma outra democracia do mundo, uma pessoa que agisse dessa forma, seria respeitada, porque a sociedade humana odeia traidores”.

No final da entrevista, Dilma afirmou que o momento não é o começo do fim, e que a luta continuará, não apenas pela manutenção de seu mandato, mas também pela democracia, pois, segundo ela, não existe crescimento econômico e avanço em programas sociais sem que haja democracia. #Governo