A Presidente da República, #Dilma Rousseff, se pronunciou no final da tarde desta segunda-feira (18) sobre a aprovação do processo de #Impeachment. Durante a transmissão a chefe de Estado apareceu muito abatida e serena com a aprovação. A transmissão foi feita do Palácio do Planalto, em Brasília.

A presidente discursou durante 20 minutos e parecia que uma "névoa da derrota" circulava entorno dela. Dilma aproveitou para anunciar novas medidas que serão adotadas no seu governo, caso o pedido seja arquivado. "Aquelas pessoas que votaram contra mim tenham certeza que estão fora do meu governo", disse.

Rousseff tentou fazer brincadeiras com os jornalistas que tinham direito a uma pergunta e embutiam outra.

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"Já entendi vocês. Vocês tem direito a seis perguntas e agora vocês farão doze", falou em tom de brincadeira. O posicionamento de Dilma mostra uma certa falta de serenidade em relação ao assunto tão sério que está sendo falado.

Em alguns momentos Dilma pareceu estar engasgada, o que parecia que ela choraria a qualquer momento, o que não aconteceu. Visivelmente a presidente está triste com a situação. Para ela este é um quarto turno das eleições. "Vim de dois turnos e ontem fui para o terceiro turno. A votação no Senado será o meu quarto turno. Quero dizer que não governo para mim, mas governo para os mais de 54 milhões que me elegeram", falou.

Votação do Impeachment

O processo de votação do impeachment aconteceu neste domingo (17) com a presença de 511 deputados na Câmara. Apenas dois parlamentares faltaram a votação, por motivos de saúde.

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Após as mais de sete horas de votações, o processo foi encerrado com 367 votos a favor e 167 contra.

A Presidente disse estar injustiçada com o posicionamento dos parlamentares. Segundo ela isto não passa de um golpe de Estado. Sobre os atos ela afirmou que todos os presidentes têm estas atitudes. "Os atos que me acusam nenhum se baseia a mim para que eu enriqueça indevidamente. Saio com a ação destes atos com a consciência tranquila. Eu pratiquei estes atos, mas são atos que todo presidente tem que tomar", falou durante o pronunciamento. #Crise-de-governo