Na tarde desta segunda-feira, dia 18 de abril, a presidente da República, #Dilma Rousseff (PT), reuniu jornalistas de todo o país para uma coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, sede do governo. A Chefe do Poder Executivo atendeu a inúmeras perguntas que, na maioria, a questionaram a respeito do processo de impeachment, aberto ontem na Câmara dos Deputados. Com a admissibilidade dada pelos parlamentares, o jogo pode virar para a petista, que precisa ainda enfrentar a avaliação do Senado Federal nos próximos dias.

Em dado momento, Dilma foi questionada por um jornalista sobre qual é a diferença de passar pela ditadura militar e, agora como presidente, saber que alguns brasileiros a querem fora do poder.

Publicidade
Publicidade

Dilma respondeu:

"A democracia é aquilo que sempre citam: pode não ser perfeita, absolutamente sem falhas, mas ainda é o melhor regime que o ser humano construiu ao longo da história. Não tem comparação. É uma força de expressão quantas vezes é pior. São duas coisas de natureza extremamente diferente. Uma violenta a sociedade como um todo. A outra, se não barrada, violenta também. Mas eu tenho esperanças de que mais cedo ou mais tarde conseguiremos barrar esse processo", falou

Completando, Dilma disse que quer ver transparência e justiça durante o duro momento em que o Brasil passa.

"Tudo que jamais podemos aceitar é que o cumprimento da legalidade não se dê no processo. Todas as outras alternativas podemos avaliar. Mas eu não estou avaliando isso agora", explicou.

Votação histórica

A tarde de ontem entrou para história como um dos momentos mais marcantes da política brasileira.

Publicidade

Mais de 342 deputados federais votaram a favor da saída de Dilma Rousseff do cargo de presidente da República. Vestidos de algumas cores da bandeira, como verde e amarelo, os parlamentares saudaram a decisão de Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, investigado por corrupção em inúmeros níveis. O sucessor de Dilma, Michel Temer (PMDB), também foi lembrado.

Alguns parlamentares se revoltaram. Jean Wyllys (PSOL), crítico do governo Dilma, se disse constrangido por participar de uma “farsa” armada por um “ladrão” em conluio com um “conspirador”.

A mesma forma como aconteceu com Fenando Collor em 1992, se o processo também passar pelos senadores, Dilma terá que ficar afastada do cargo para se defender. Em até 180 dias ela será julgada e, se condenada, perderá os direitos políticos e ficará sem poder se eleger por até oito anos. #Reforma política #Crise-de-governo