Em toda a sua história política, Dilma e Lula nunca haviam recebido tantos nãos como receberam nesse último domingo, dia 17 de abril, na votação do processo de impeachment na #Câmara dos Deputados. De acordo com a Folha de São Paulo, o desânimo e clima de traição por todos os lados são nítidos no grupo petista. Lula disse que estava bastante surpreso em ver muitos políticos que estavam do lado dele e de Dilma votarem a favor do processo. Um desses votos era o do deputado Tiririca (PR-SP), que havia sentado com o petista na manhã da votação da Câmara.

"Senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim", afirmou Tiririca, no momento do seu voto.

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Ele saiu ovacionado pela oposição. "Esse cara esteve comigo hoje. Como ele faz isso? Ele ia votar com a gente", desabafou Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o ex-presidente, ele disse a #Dilma Rousseff, sentados em reunião em uma das salas do Palácio da Alvorada, que havia recebido Tiririca já na manhã do dia da votação, no domingo, 17. O encontro aconteceu no quarto do hotel em que Lula estava hospedado, em Brasília.

"Ele ia votar com a gente", tornou a afirmar Lula, desesperadamente decepcionado com as traições que supostamente havia sofrido nesse domingo passado. Ainda de acordo com a Folha, Dilma ouviu todo o desabafo do ex-presidente e a todo o momento balançava a cabeça negativamente, desaprovando e tendo a consciência que estava acontecendo uma série de traições a ela e ao PT.

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Assessores de Dilma tentaram "mapear os traidores"

Deputados do PR, PMDB, PP e outras siglas literalmente "abandonaram o barco petista". Dentre todos que estavam pró-governo, apenas o PT e o PC do B continuaram remando a favor de Dilma Rousseff. O clima no plenário naquele dia era totalmente favorável ao impedimento.

Ainda segundo a Folha, houve uma tentativa frustrada de Lula tentar convencer Paulo Maluf (SP) a voltar a compor o grupo do governo, no entanto, Maluf continuou firme com a posição a favor do #Impeachment tomada quando estava na Comissão Especial da Câmara.

Outra traição que doeu no peito dos petistas aconteceu através do deputado Adail Carneiro (PP-CE). Ele que era assessor especial do governador cearense Camili Santana (PT-CE). Carneiro, segundo informações, era voto garantido para Dilma, no entanto, votou sim e no final de seu voto pediu desculpas à presidente.