Ao discursar, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (#ONU), em Nova York, na sexta-feira, dia 22 de abril, #Dilma Rousseff optou por se colocar na posição de estadista e assumir uma fala voltada ao Acordo de Paris, sobre mudanças do clima, que considerou "um marco histórico" para a construção de um mundo mais sustentável. 

Dias antes da Assembleia, em 18 de abril, a porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, fez uma declaração bastante generalista em uma coletiva de imprensa diária, em nome de Ban Ki-moon, em que diz: “O secretário-geral da ONU está acompanhando a situação política atual no Brasil de perto. O Brasil tem uma tradição democrática sólida e instituições de Estado fortes. O secretário-geral está confiante que os atuais desafios do país serão resolvidos por estas instituições em conformidade com a Constituição e o quadro legal”.

Publicidade
Publicidade

A menção à crise política pela qual passa o Brasil foi feita por Dilma somente ao final do discurso, quando a presidente declarou: "Não posso terminar as palavras sem mencionar o grave momento que vive o Brasil. É um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Não tenho dúvidas de que saberá impedir quaisquer retrocessos". Por fim, agradeceu aos líderes que têm se mostrado solidários a ela.

Dilma apenas falou diretamente a respeito da situação a jornalistas, já na residência do embaixador da ONU, explicando: “A lei é clara e a Constituição também. O #Impeachment é previsto na Constituição, mas se completa dizendo que, para ter impeachment, tem que ter crime de responsabilidade.

Publicidade

Eu acho interessantíssimo que só se fale da primeira parte de que é previsto o impeachment. Se esquecem da segunda parte que fala de crime de responsabilidade”. Completou dizendo que os créditos de suplementação orçamentária aos quais recorreu não implicam em aumento dos gastos públicos.

Em março, entidades internacionais como a própria ONU, a CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) e a OEA (Organização dos Estados Americanos) já vinham demonstrando preocupação com os desdobramentos da política brasileira, enfatizando a soberania popular e lembrando das melhoras sociais promovidas durante o governo de Lula.

Em nota assinada por Rupert Colville, porta-voz do escritório da ONU, há menção à necessidade de um julgamento em que os responsáveis não deixem que seus interesses político-partidários atrapalhem o andamento da Justiça e que não haja obstrução. Para Luis Almagro, secretário-geral da OEA, que declarou seu respeito e elogiou a presidente, a democracia não pode ser perdida para o oportunismo.