A presidente #Dilma Rousseff, diante da possibilidade de que possa ser afastada do seu cargo, a partir do próximo dia 15 de maio pela votação no Senado, começa a acenar com a alternativa de convocar novas eleições a partir de outubro deste ano. Apesar de acreditar que poderá sair absolvida do processo no Senado, ela admite a antecipação do pleito, diante do quadro negativo que se desenha pelas demais lideranças políticas, assim como por pressão do seu próprio partido, o PT.

Dilma tenta resistir ao fato de que possa estar condenada a perder no Senado e assim se consumar seu afastamento temporário. Se a sua saída definitiva ainda pode ser um incógnita, a de caráter provisório parece cada vez mais certa por muitos parlamentares.

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O PT quer enfraquecer Temer caso Dilma seja afastada nos próximos 180 dias

O PT considera certo o afastamento de Dilma nos próximos dias.  Neste período, o partido pressiona a presidente para que seja convocado novas eleições. A intenção é enfraquecer o futuro #Governo de Temer neste período. A presidente ainda resiste e pensa em convocá-las somente após vencer o processo no Senado.  Este pensamento não encontra apoio na legenda. O raciocínio é que depois do afastamento provisório, caso ela seja absolvida no Senado, não encontrará mais tanto respaldo político para continuar no comando do país. 

Dilma ainda adota a postura de que irá até o fim. Na sua viagem aos Estados Unidos, ao ser abordada pela questão, a presidente reiterou as esperanças que sairá vitoriosa. Ela afirmou que seria constrangedor afastar alguém inocente e se disse vítima de um golpe.

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Apesar disto, não descartou a convocação de novas eleições e disse que queria terminar seu mandato em consideração aos 54 milhões de votos recebidos e não por que era uma pessoa apegada a cargos públicos. 

A tentativa de novas eleições seria uma maneira de pressionar Temer para que seu governo tivesse um desempenho pior que o atual. Assim, o PT poderia encontrar argumento para a ilegitimidade de seu mandato e devolver forças a Dilma, caso ela consiga retornar ou usar seu grande trunfo para vencer as novas eleições: Lula. O ex-presidente desconversa e prefere deixar a decisão nas mãos de Dilma. Apesar dos encontros que teve nos últimos dias com sua sucessora, o petista decidiu centrar forças na tentativa de derrotar o #Impeachment.

A tese das novas eleições encontra eco dentro do próprio PMDB, na figura do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente daquela casa e desafeto político de Michel Temer. Além disto, o PT vai buscar o apoio de parlamentares do PSDB, que seguem a orientação do presidente do partido, o senador Aécio Neves, em não participar de cargos num futuro escalão do governo do Vice. A sigla tucana tem sido relegada a segundo plano na composição de nomes, o que levou a um racha interno com alguns de seus integrantes.