Em um evento recente, realizado por grupos de mulheres que se uniram para demonstrar apoio à Dilma Rousseff, a presidente destacou em um pronunciamento que não irá perder o controle ou a esperança, em uma alusão clara a uma das últimas edições da "IstoÉ", cuja manchete foi “As explosões nervosas da presidente”. A revista trouxe informações a respeito dos possíveis “surtos de descontrole” de Dilma, afirmando que ela estaria completamente fora de si.

Falando a respeito desse descontrole, Dilma relembrou a época em que ficou encarcerada durante a ditadura no Brasil. “Eu estive três anos presa ilegalmente, fui torturada. A prisão sempre é uma forma humilhante de tratar pessoas e sempre mantive o controle, o eixo e, sobretudo, a esperança”, frisou.

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A presidente também citou outro momento de sua vida, quando teve câncer, comentando que, apesar da doença ter lhe debilitado no início, conseguiu força para enfrentar a situação, mantendo o controle e a esperança.

Crise de governo 

Ainda com o mesmo tom, #Dilma Rousseff comentou o que seria a “sabotagem de forças contrárias” ao seu #Governo, que ela estaria enfrentando desde sua reeleição, e nem mesmo isso a teriam deixado descontrolada. 

A chefe de estado ainda falou sobre as inúmeras críticas que vem recebendo, e também sobre o movimento pró- #Impeachment. A presidente disse que não vai perder o controle, o eixo ou a esperança. “Não perco o controle porque eu sou mulher e porque me acostumei a lutar por mim e pelos que amo”.

CRISES 

Cercada no centro de uma grande polarização que envolve praticamente todas as camadas da sociedade brasileira, Dilma Roussef enfrenta um de seus piores momentos. 

A presidente, que foi eleita pela primeira vez em 2010 e reeleita em 2014, vem recebendo inúmeras críticas, principalmente em decorrência da crise financeira, que culminou no fechamento de mais de 1,5 milhão postos de trabalho só em 2015, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. 

Além disso, o governo Dilma também está no centro de inúmeros escândalos de corrupção, como a compra da refinaria de Passadena, que ocorreu no governo Lula, mas só veio a conhecimento público e foi amplamente divulgado a partir de 2014; o superfaturamento das obras para a Copa do Brasil; o Caso Paocci; os escândalos nos ministérios do Transporte, Agricultura, Turismo, Esporte, Trabalho, Pesca; o Caso Cachoeira; as operações Porto Seguro e Lava Jato; a Máfia do ISS; os escândalos na Petrobras e na Eletrobras.

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Mas é claro que a maior crise governamental é o atual processo de impeachment, que investiga possíveis irregularidades fiscais que teriam sido cometidas pela presidente e pode resultar na cassação do mandato de Dilma.