A presidente da República #Dilma Rousseff (PT) decidiu que vai aumentar o “corpo a corpo” com a base aliada na tentativa de evitar o impeachment no próximo domingo, 17, quando será realizada a votação oficial no plenário da Câmara dos Deputados. A decisão de Dilma foi tomada logo após o #Governo perder mais dois partidos da base, o PP e o PSD, que nessa semana anunciaram seus desligamentos com o Palácio do Planalto. O PSD, inclusive, anunciou para a imprensa que vai orientar os seus deputados a votarem a favor do #Impeachment no domingo.

Segundo divulgado pelo jornal Folha de São Paulo, nesta quarta-feira, 13, a estratégia do governo será a de realizar encontros entre Dilma Rousseff e todos os deputados que ainda fazem parte da base aliada, principalmente aqueles que ainda se demonstram indecisos quanto ao voto no plenário da Câmara.

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Os encontros devem acontecer até o próximo domingo, 17, dia da votação. O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, disse que Dilma já se reuniu nesta quarta-feira com os líderes de cada partido da situação, e que o próximo passo será mesmo o “corpo a corpo” com todos os outros parlamentares.

O governo acredita que a opinião direta da presidente Dilma Rousseff pode dar mais segurança aos deputados indecisos para permanecerem ao lado da situação, e não debandarem para o lado da oposição. A saída do PP da base aliada pegou o Palácio do Planalto de surpresa e fez com que a presidente agisse rápido para garantir os votos contra o impeachment. Segundo as projeções dos especialistas em política, caso toda a bancada do Partido Progressista na Câmara vote a favor do afastamento de Dilma, a possibilidade disso acontecer, de fato, será ainda maior, daí a preocupação do governo.

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“Situação do governo piorou com as saídas dos partidos”, diz especialista

Para o cientista político Jorge Gomes, a saída do PP e do PSD do governo pode ser determinante para a vitória do impeachment no plenário da Câmara dos Deputados na votação deste domingo.

“Foi um duro golpe no governo, que estava até mais confiante com a última projeção de votos feita na segunda-feira (11), que deu em torno de 200 votos contra o impeachment, o que já garantiria a permanência de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. Todavia, a situação do governo piorou com as saídas dos partidos, sobretudo, do PP e do PSD, que, se votarem por unanimidade a favor do impeachment, podem ser determinantes para a aprovação do pedido de afastamento da presidente da República na Câmara dos Deputados.”, afirma Gomes.

“Em relação à estratégia do governo de colocar Dilma frente a frente com os deputados, principalmente aqueles que estão indecisos, acredito que pode funcionar sim, pois, em política, o ‘olho no olho’ quase sempre funciona.

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Contudo, a presidente terá que ter um poder argumentativo, que nunca demonstrou ter, para conseguir ganhar a confiança dos parlamentares. Muito provavelmente, promessas políticas serão feitas, e, convenhamos, o governo não está mais com moral para prometer nada a ninguém”.

“A verdade é que apenas Lula pode salvar Dilma do impeachment, porque é o ex-presidente quem, de fato, tem o carisma e a experiência política para convencer os deputados a votarem contra o impeachment neste domingo.”, conclui o especialista.